A Adoração: Ocupação Normal dos Seres Morais
Por que Cristo veio? Por que foi concebido? Por que nasceu? Por que foi crucificado? Por que ressuscitou? Por que está agora à destra do Pai?
A resposta a todas essas perguntas é: "Para que pudesse transformar os rebeldes em adoradores; para que nos restaurasse, fazendo-nos voltar ao lugar de adoração que conhecemos quando fomos criados no princípio".
Por termos sido criados para adorar, a adoração é a ocupação normal dos seres morais. Trata-se da ocupação norma! e não de algo acrescentado, como ouvir a um concerto ou admirar as flores. A adoração faz parte da natureza humana. Todo vislumbre do céu os mostra em atitude de adoração: Ezequiel 1:1-5, as criaturas saídas do fogo estavam adorando Deus; Isaías 6:1-6, vemos o Senhor sentado num alto e sublime trono e ouvimos as criaturas dizendo: "Santo, santo, santo, é o Senhor dos Exércitos"; Apocalipse 4:8-11, Deus abre os céus e as vemos ali, adorando Deus Pai; e no quinto capítulo, versos 6 a 14, nós as vemos adorando Deus Filho.
A adoração é um imperativo moral. Em Lucas 19:37-40, toda multidão dos discípulos se achava adorando o Senhor quando Ele veio e alguns fizeram censuras. O Senhor lhes disse: "Asseguro-vos que. se eles se calarem, as próprias pedras clamarão".
A adoração é porém a jóia ausente no meio evangélico moderno. Somos organizados, trabalhamos, temos nossos compromissos. Temos quase tudo, mas existe uma coisa que as igrejas, até mesmo as evangélicas não têm: a capacidade para adorar, Não estamos cultivando a arte da adoração. Essa é a gema brilhante que falta na igreja de hoje, e acredito que devamos procurá-la até que possa ser encontrada.
Acho que devo estender-me mais um pouco sobre o que é a adoração e o que seria se existisse na igreja, É uma atitude, um estado de mente, um ato sujeito a graus de perfeição e intensidade. No momento em que Deus envia o Espírito de seu Filho aos nossos corações, dizemos "Abba" e estamos adorando. Esse é um lado. Mas muito diferente é sermos adoradores no pleno sentido da palavra no Novo Testamento.
Eu disse que a adoração é sujeita a graus de perfeição e intensidade. Houve alguns que adoraram a Deus até o ponto do êxtase. Vi certa vez um homem ajoelhar-se junto ao altar, tomando a comunhão; de repente foi tomado de um riso santo. Esse homem riu até cruzar os braços ao redor de si mesmo, como se temesse explodir de gozo na presença do Deus Altíssimo. Outras vezes vi pessoas em tal êxtase de adoração que se sentiam arrebatadas por ela, e ouvi certos convertidos de coração simples dizerem, "Abba Pai". A adoração pode então passar por uma escala, dos sentimentos mais simples até os mais intensos e sublimes.
Quais são os fatores que iremos encontrar na adoração? Vou falar de alguns, à medida que escrevo. Em primeiro lugar a confiança ilimitada. Você não pode adorar um Ser em quem não confie. A confiança é necessária para haver respeito, e o respeito é necessário para a adoração. A adoração cresce ou diminui em qualquer igreja, dependendo de nossa atitude para com Deus, se o consideramos grande ou pequeno. A maioria de nós vê Deus em ponto pequeno; nosso Deus é diminuto. Davi exclamou: ''Magnificai a Deus comigo" e "magnificar" não significa tornar Deus grande, pois você não pode fazer isso. O que pode fazer é vê-lo grande.
A adoração, como disse, cresce ou diminui segundo o nosso conceito de Deus. Essa a razão pela qual não creio nesses indivíduos meio-convertidos que chamam Deus de "o Homem Lá de Cima". Não acredito que adorem de forma alguma, pois o seu conceito de Deus é indigno dEle e deles também. Se existe uma enfermidade terrível na igreja de Cristo é a de não vermos Deus tão grande como ele é. Nós tratamos Deus com excesso de familiaridade.
A comunhão com Deus é uma coisa, e a familiaridade com ele outra absolutamente diversa. Não gosto nem mesmo (e isto poderá ferir alguns de seus sentimentos — mas eles irão ficar bons de novo) de ouvir Deus chamado de "Você". "Você" é uma expressão coloquial. Posso chamar um homem de "você", mas devo chamar Deus de "Senhor", "Tu" e "Ti". Sei que são palavras antigas, mas sei também que existem algumas coisas tão preciosas que não devemos abandoná-las e acho que ao falarmos com Deus devemos usar os pronomes puros e respeitosos.
Também acho que não devemos falar muito de Jesus como simplesmente Jesus. Penso que temos de lembrar-nos de quem Ele é. "Ele é seu Senhor, e é preciso adorá-lo". Embora Ele desça ao ponto mais baixo de nossa necessidade e se torne acessível a nós, com a ternura da mãe para com seu filho, não se esqueça porém que quando João o viu — aquele João que reclinara a cabeça em seu peito caiu aos pés dEle como morto.
Já ouvi toda espécie de pregadores. Ouvi ignorantes presunçosos, homens aborrecidos e secos, assim como oradores eloqüentes; mas os que mais me ajudaram foram aqueles que se mostraram reverentes na presença do Deus de quem falavam. Poderiam ter senso de humor, mostrando-se até mesmo joviais; mas quando falavam de Deus sua voz tinha outro tom; tratavam agora de outra coisa, algo maravilhoso. Acredito que devamos ter novamente o velho conceito bíblico de Deus que torna Deus terrível e faz os homens se prostrarem, gritando: "Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso". Isso faria mais pela igreja do que qualquer coisa.
Vem a seguir a admiração, isto é, a apreciação da excelência de Deus. O homem está melhor qualificado do que qualquer outra criatura a apreciar Deus, por ter sido a única criatura feita à sua imagem, Esta admiração por Deus cresce cada vez mais até encher o coração com admiração e prazer. "Em nossa reverência atônita confessamos Tua beleza incriada", cantou o escritor de hinos. "Em nossa reverência atônita". O Deus do evangélico moderno raramente deixa alguém atônito. Ele consegue manter-se muito bem dentro da constituição, jamais quebrando nossos regulamentos internos. É um Deus bem comportado, muito denominacional, muito integrado em nosso meio, e lhe pedimos que nos ajude quando temos dificuldades e esperamos que nos guarde quando dormimos. O Deus do evangélico moderno não me inspira muito respeito. Mas quando o Espírito Santo nos mostra Deus como Ele é, nós O admiramos até o ponto de encher-nos de espanto e prazer.
A fascinação é um outro elemento na verdadeira adoração. Sentir-se cheio de excitação moral, cativo, enlevado e arrebatado. O seu entusiasmo não está ligado com a idéia de quão grande você está se tornando, nem como a oferta foi grande, nem com o número de pessoas que compareceu ao culto. Mas você se enleva com a noção de quem Deus é, e fica atônito diante da inconcebível elevação, magnitude e esplendor do Deus Todo-Poderoso.
Lembro-me da primeira vez que tive uma visão de Deus, terrível, maravilhosa, arrebatadora. Eu me achava numa floresta, sentado num tronco, lendo as Escrituras junto com um evangelista irlandês, já idoso, chamado Robert J. Cunningham, que há muito se acha no céu. Levantei-me e segui um pouco adiante, a fim de orar sozinho. Eu estivera lendo uma das passagens mais áridas que se possa imaginar — aquele trecho em que Israel saiu do Egito e Deus os fez dispor o acampamento na forma de um losango. Colocou Levi no centro, Rúben na frente e Benjamim atrás. Era como uma cidade em movimento, na forma de losango, com uma chama de fogo em seu meio, fornecendo luz. De repente pude compreender: Deus é um geômetra. Ele é um artista! Quando Ele dispôs aquela cidade, planejou-a habilmente com uma coluna no centro, e esses pensamentos vieram sobre mim como uma enorme onda: como Deus é belo, Ele é um artista, poeta e músico, e adorei a Deus ali, debaixo daquela árvore, sozinho. A partir daquele momento comecei a amar os velhos hinos e continuo a amá-los até hoje.
Temos depois a adoração, amar a Deus com todo poder em nosso íntimo. Amar a Deus com temor e espanto, desejo e reverência. Ansiar por Deus, amá-lo até o ponto de sentir dor e prazer. Isto nos leva a um silêncio empolgado. Penso que as maiores orações são aquelas onde você não diz uma palavra nem pede nada. Deus porém responde e nos dá o que pedimos. Isso é claro, e ninguém pode negar tal coisa a não ser que negue as Escrituras. Mas esse é apenas um dos aspectos da oração, não sendo nem mesmo o mais importante. Algumas vezes me dirijo a Deus dizendo: "Senhor, mesmo que nunca mais responda a nenhuma de minhas orações enquanto eu viver, continuarei ainda assim a adorá-lO, tanto nesta vida como na vindoura, por aquilo que o Senhor já fez". Já devo tanto a Deus que mesmo que vivesse durante milênios e milênios jamais poderia pagar-lhe o que fez por mim.
Vamos a Deus como iríamos ao supermercado com uma longa lista de coisas a serem compradas. "Deus, dê-me isto, isto, e isto," e nosso Deus gracioso freqüentemente nos dá o que pedimos. Mas penso que fica desapontado quando fazemos dele apenas uma fonte de atendimento. Até o Senhor Jesus é com demasiada freqüência apresentado como "Alguém que suprirá as suas necessidades". Esse é o núcleo do evangelismo moderno. Você tem necessidades e Jesus irá satisfazê-las. Ele é o Supridor das Necessidades. De fato, Ele é também isso, mas, ah, infinitamente mais que isso!
Quando os fatores mentais, emocionais e espirituais de que falei estiverem presentes e, como admiti, em vários graus da intensidade, através de cânticos, louvor, oração, você está adorando. Você sabe o que é oração mental? Estou querendo saber se você tem idéia do que seja orar continuamente. O irmão Lawrence, que escreveu o livro The Practice of the Presence of God ("A Prática da Presença de Deus"), disse: "Se estiver lavando pratos, faço isso para a glória de Deus e se apanho um fiapo do chão também o faço para a glória de Deus. Estou todo o tempo em comunhão com Deus". Ele continuou. "As regras me dizem que tenho de tomar tempo para estar sozinho e orar, e cumpro esse mandamento, mas esses períodos não são em nada diferentes de minha comunhão regular". Ele aprendera a arte da comunicação com Deus, contínua e ininterrupta.
Temo pelo pregador que sobe ao púlpito como uma pessoa diferente do que era antes. Meu amigo, você jamais deveria ter um pensamento, praticar um ato ou ser apanhado em qualquer situação que não pudesse levar consigo para o púlpito sem sentir-se embaraçado. Você jamais deveria precisar ser um novo homem, usar uma nova voz e um novo senso de solenidade ao subir ao púlpito.
Deve poder apresentar-se no púlpito com o mesmo espírito e o mesmo senso de reverência que tinha antes quando estava falando com alguém sobre as coisas corriqueiras da vida. Moisés desceu do monte para falar ao povo. Ai da igreja cujo pastor sobe ao púlpito ou entra no púlpito! Ele deve sempre descer ao púlpito. Conta-se que Wesley habitualmente morava com Deus, mas de vez em quando descia para falar ao povo. O mesmo deve acontecer conosco. Amém.
A. W. Tozer
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
A Velha e a Nova Cruz
A Velha e a Nova Cruz
Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.
Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica — um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.
A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendemos bem. considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita cm entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.
Este artigo apareceu pela primeira vez no "The Alliance Witness" em 1946. Foi impresso em praticamente todos os países de língua inglesa no mundo e publicado em forma de folheto por vários editores, inclusive a Christian Publications. Inc. Ele aparece de vez em quando na imprensa religiosa.
A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento e mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar num modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disto pode ser sincera, mas sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.
A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para o seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressuscitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à Bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócios, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.
Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.
O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado que quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o Salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.
Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda a pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos, Os místicos, os reformadores, os revivalistas, colocaram aqui a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da aprovação divina.
Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.
A. W. Tozer
Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.
Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica — um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.
A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendemos bem. considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita cm entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.
Este artigo apareceu pela primeira vez no "The Alliance Witness" em 1946. Foi impresso em praticamente todos os países de língua inglesa no mundo e publicado em forma de folheto por vários editores, inclusive a Christian Publications. Inc. Ele aparece de vez em quando na imprensa religiosa.
A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento e mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar num modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disto pode ser sincera, mas sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.
A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para o seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressuscitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à Bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócios, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.
Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.
O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado que quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o Salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.
Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda a pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos, Os místicos, os reformadores, os revivalistas, colocaram aqui a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da aprovação divina.
Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.
A. W. Tozer
terça-feira, 1 de abril de 2014
Viver a Verdade
Exposição Requer Aplicação
Charles G. Finney acreditava que o ensino da Bíblia sem aplicação moral podia ser pior do que não se ministrar nenhum ensino e podia resultar em verdadeiro dano aos ouvintes. Eu achava que esta poderia constituir uma posição extremista, mas, depois de anos de observação, cheguei perto dela, ou a uma opinião quase idêntica a ela.
Dificilmente haverá alguma coisa tão fátua e sem sentido como ensinar doutrina bíblica apenas por amor da doutrina. A verdade divorciada da vida não é verdade no sentido bíblico, mas é coisa diferente e inferior. A teologia é um conjunto de fatos a respeito de Deus, do homem e do mundo. Estes fatos podem ser, e muitas vezes são, expostos como valores em si mesmos; e aí está a armadilha, tanto para o mestre como para o ouvinte.
A Bíblia é, entre outras coisas, o livro da verdade revelada. Isto é, são revelados nele certos fatos que não poderiam ser descobertos pela mente mais brilhante. Estes fatos são de tal natureza que poderiam passar despercebidos. Estavam ocultos atrás de um véu e, enquanto certos homens que falaram quando foram movidos pelo Espírito Santo não tiraram o véu, nenhum mortal pôde conhecê-los. A este levantar do véu de coisas não conhecidas partindo de coisas não suscetíveis de serem descobertas, chamamos revelação divina.
Contudo, a Bíblia é mais do que um volume que contem fatos até então ignorados sobre Deus, o homem e o universo. É um livro de exortação baseada naqueles fatos. Em grande proporção, a maior parte do livro é dedicada a um insistente esforço para persuadir as pessoas a mudarem os seus caminhos e a pôr as suas vidas em harmonia com a vontade de Deus como exposta em suas páginas.
Ninguém fica melhor por saber que no princípio Deus criou os céus e a terra. O diabo o sabe, como também o sabiam Acabe e Judas Iscariotes. Ninguém fica melhor por saber que de tal maneira amou Deus ao mundo, que deu o seu Filho unigênito para morrer para a sua redenção. No inferno há milhões que sabiam disso. A verdade teológica é inútil enquanto não é obedecida. O propósito por trás de toda doutrina é assegurar a ação moral.
O que geralmente se passa por alto é que a verdade, como exposta nas Escrituras cristãs, é uma coisa moral; não se dirige somente ao intelecto, mas também à vontade. Dirige-se ao homem total, e não lhe é possível desincumbir-se das suas obrigações captando-a mentalmente. Ela ocupa a cidadela do coração humano, e não ficará satisfeita enquanto não subjugar tudo que há ali. Cabe à vontade aparecer e entregar a sua espada. Tem de ficar em posição de alerta para receber ordens, e tem de obedecer a essas ordens. Menos que isso, qualquer conhecimento da verdade é inadequado e inútil.
Expor a Bíblia sem fazer aplicação moral não provoca oposição nenhuma. É só quando o ouvinte é levado a compreender que a verdade está em conflito com o seu coração que a resistência começa. Enquanto as pessoas puderem ouvir a verdade ortodoxa divorciada da vida, freqüentarão e sustentarão as igrejas e as instituições sem objeção. A verdade é uma canção amena, e se torna agradável pela associação demorada e terna; e visto que não pede nada. senão alguma soma de dinheiro, e oferece boa música, amizades agradáveis e confortável sensação de bem-estar, não encontra resistência da parte dos fiéis. Muita coisa que passa por cristianismo neo-testamentário é pouco mais que a verdade objetiva adocicada com canções e tornada saborosa por meio de entretenimentos religiosos.
Provavelmente nenhuma outra porção das Escrituras pode comparar-se com as epístolas paulinas na produção de santos artificiais. Pedro advertiu que os ignorantes e os instáveis torcem para a própria destruição deles os escritos de Paulo, e basta que compareçamos a uma conferência sobre a Bíblia, dessas que se fazem comumente, e ouçamos algumas preleções, para sabermos o que Pedro quis dizer. O que é nefasto é que as doutrinas paulinas podem ser ensinadas com completa fidelidade à letra do texto, sem melhorar os ouvintes nem um pouco. O mestre pode, e freqüentemente o faz, ensinar a verdade de molde a deixar os ouvintes sem senso de obrigação moral.
Uma razão do divórcio entre a verdade e a vida pode ser a falta de iluminação do Espírito. Outra é decerto a falta de disposição do mestre para meter-se em dificuldades. Qualquer homem dotado de belos dons para o púlpito pode trabalhar em harmonia com a igreja normal, se simplesmente a "alimentar" e a deixar a sós, Dê uma porção de verdades objetivas aos ouvintes e nunca insinue que estão errados e precisam corrigir-se, e ficarão contentes.
Por outro lado, o homem que prega a verdade e a aplica às vidas dos seus ouvintes, sentirá os cravos e os espinhos. Levará uma vida dura, mas gloriosa. Queira Deus levantar muitos profetas assim. A igreja tem aguda necessidade deles.
A. W. Tozer
Charles G. Finney acreditava que o ensino da Bíblia sem aplicação moral podia ser pior do que não se ministrar nenhum ensino e podia resultar em verdadeiro dano aos ouvintes. Eu achava que esta poderia constituir uma posição extremista, mas, depois de anos de observação, cheguei perto dela, ou a uma opinião quase idêntica a ela.
Dificilmente haverá alguma coisa tão fátua e sem sentido como ensinar doutrina bíblica apenas por amor da doutrina. A verdade divorciada da vida não é verdade no sentido bíblico, mas é coisa diferente e inferior. A teologia é um conjunto de fatos a respeito de Deus, do homem e do mundo. Estes fatos podem ser, e muitas vezes são, expostos como valores em si mesmos; e aí está a armadilha, tanto para o mestre como para o ouvinte.
A Bíblia é, entre outras coisas, o livro da verdade revelada. Isto é, são revelados nele certos fatos que não poderiam ser descobertos pela mente mais brilhante. Estes fatos são de tal natureza que poderiam passar despercebidos. Estavam ocultos atrás de um véu e, enquanto certos homens que falaram quando foram movidos pelo Espírito Santo não tiraram o véu, nenhum mortal pôde conhecê-los. A este levantar do véu de coisas não conhecidas partindo de coisas não suscetíveis de serem descobertas, chamamos revelação divina.
Contudo, a Bíblia é mais do que um volume que contem fatos até então ignorados sobre Deus, o homem e o universo. É um livro de exortação baseada naqueles fatos. Em grande proporção, a maior parte do livro é dedicada a um insistente esforço para persuadir as pessoas a mudarem os seus caminhos e a pôr as suas vidas em harmonia com a vontade de Deus como exposta em suas páginas.
Ninguém fica melhor por saber que no princípio Deus criou os céus e a terra. O diabo o sabe, como também o sabiam Acabe e Judas Iscariotes. Ninguém fica melhor por saber que de tal maneira amou Deus ao mundo, que deu o seu Filho unigênito para morrer para a sua redenção. No inferno há milhões que sabiam disso. A verdade teológica é inútil enquanto não é obedecida. O propósito por trás de toda doutrina é assegurar a ação moral.
O que geralmente se passa por alto é que a verdade, como exposta nas Escrituras cristãs, é uma coisa moral; não se dirige somente ao intelecto, mas também à vontade. Dirige-se ao homem total, e não lhe é possível desincumbir-se das suas obrigações captando-a mentalmente. Ela ocupa a cidadela do coração humano, e não ficará satisfeita enquanto não subjugar tudo que há ali. Cabe à vontade aparecer e entregar a sua espada. Tem de ficar em posição de alerta para receber ordens, e tem de obedecer a essas ordens. Menos que isso, qualquer conhecimento da verdade é inadequado e inútil.
Expor a Bíblia sem fazer aplicação moral não provoca oposição nenhuma. É só quando o ouvinte é levado a compreender que a verdade está em conflito com o seu coração que a resistência começa. Enquanto as pessoas puderem ouvir a verdade ortodoxa divorciada da vida, freqüentarão e sustentarão as igrejas e as instituições sem objeção. A verdade é uma canção amena, e se torna agradável pela associação demorada e terna; e visto que não pede nada. senão alguma soma de dinheiro, e oferece boa música, amizades agradáveis e confortável sensação de bem-estar, não encontra resistência da parte dos fiéis. Muita coisa que passa por cristianismo neo-testamentário é pouco mais que a verdade objetiva adocicada com canções e tornada saborosa por meio de entretenimentos religiosos.
Provavelmente nenhuma outra porção das Escrituras pode comparar-se com as epístolas paulinas na produção de santos artificiais. Pedro advertiu que os ignorantes e os instáveis torcem para a própria destruição deles os escritos de Paulo, e basta que compareçamos a uma conferência sobre a Bíblia, dessas que se fazem comumente, e ouçamos algumas preleções, para sabermos o que Pedro quis dizer. O que é nefasto é que as doutrinas paulinas podem ser ensinadas com completa fidelidade à letra do texto, sem melhorar os ouvintes nem um pouco. O mestre pode, e freqüentemente o faz, ensinar a verdade de molde a deixar os ouvintes sem senso de obrigação moral.
Uma razão do divórcio entre a verdade e a vida pode ser a falta de iluminação do Espírito. Outra é decerto a falta de disposição do mestre para meter-se em dificuldades. Qualquer homem dotado de belos dons para o púlpito pode trabalhar em harmonia com a igreja normal, se simplesmente a "alimentar" e a deixar a sós, Dê uma porção de verdades objetivas aos ouvintes e nunca insinue que estão errados e precisam corrigir-se, e ficarão contentes.
Por outro lado, o homem que prega a verdade e a aplica às vidas dos seus ouvintes, sentirá os cravos e os espinhos. Levará uma vida dura, mas gloriosa. Queira Deus levantar muitos profetas assim. A igreja tem aguda necessidade deles.
A. W. Tozer
terça-feira, 25 de março de 2014
O deus do entretenimento? Você o adora?
O Grande Deus Entretenimento
Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência do homem interior.
Sc isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem para continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.
Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso, e que por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre tem que começar com um profundo senso de uma grande necessidade que somente Deus poderia satisfazer. Se este senso de necessidade e um sentimento de dependência estão na raiz da religião natural, não é difícil ver por que o grande deus Entretenimento é tão ardentemente cultuado por tanta gente. Pois há milhões que não podem viver sem diversão. A vida para eles é simplesmente intolerável. Buscam ansiosos o bendito alívio dado por entretenimentos profissionais e outras formas de narcóticos psicológicos como um viciado em drogas busca a sua injeção diária de heroína. Sem estas coisas eles não poderiam reunir coragem para encarar a existência.
Ninguém que seja dotado de sentimentos humanos normais fará objeção aos prazeres simples da vida, nem às formas inofensivas de entretenimento que podem ajudar a relaxar os nervos e revigorar a mente exausta de fadiga. Essas coisas, se usadas com discrição, podem ser uma bênção ao longo do caminho. Isso é uma coisa. A exagerada dedicação ao entretenimento como atividade da maior importância para a qual e pela qual os homens vivem, e definitivamente outra coisa, muito diferente.
O abuso numa coisa inofensiva é a essência do pecado. O incremento do aspecto das diversões da vida humana em tão fantásticas proporções é um mau presságio, uma ameaça às almas dos homens modernos, Estruturou-se, chegando a constituir um empreendimento comercial multimilionário com maior poder sobre as mentes humanas e sobre o caráter humano do que qualquer outra influência educacional na terra. E o que é ominoso é que o seu poder é quase exclusivamente mau, deteriorando a vida interior, expelindo os pensamentos de alcance eterno que encheriam a alma dos homens, se tão-somente fossem dignos de abrigá-los. E a coisa toda desenvolveu-se dando numa verdadeira religião que retém os seus devotos com estranho fascínio, e, incidentalmente, uma religião contra a qual agora é perigoso falar.
Por séculos a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era — um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso ela própria sofreu rotundos abusos dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, se ela não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos poderes dele. Assim, hoje temos o espantoso espetáculo de milhões de dólares derramados sobre o trabalho profano de providenciar entretenimento terreno para os filhos do Céu, assim chamados. Em muitos lugares o entretenimento religioso está eliminando rapidamente as coisas sérias de Deus. Muitas igrejas nestes dias têm-se transformado em pouco mais que pobres teatros onde "produtores" de quinta classe mascateiam as suas mercadorias falsificadas com total aprovação de líderes evangélicos conservadores que podem até citar um texto sagrado em defesa da sua delinqüência. E raramente alguém ousa levantar a voz contra isso.
O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando estórias. O gosto por estórias, característico da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-as com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira.
Não e uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?
"Lembra-te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. . . . Caiu a corou da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos! Por isso caiu doente o nosso coração: por isso se escureceram os nossos olhos.'' Amém. Amem.
A. W. Tozer
Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência do homem interior.
Sc isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem para continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.
Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso, e que por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre tem que começar com um profundo senso de uma grande necessidade que somente Deus poderia satisfazer. Se este senso de necessidade e um sentimento de dependência estão na raiz da religião natural, não é difícil ver por que o grande deus Entretenimento é tão ardentemente cultuado por tanta gente. Pois há milhões que não podem viver sem diversão. A vida para eles é simplesmente intolerável. Buscam ansiosos o bendito alívio dado por entretenimentos profissionais e outras formas de narcóticos psicológicos como um viciado em drogas busca a sua injeção diária de heroína. Sem estas coisas eles não poderiam reunir coragem para encarar a existência.
Ninguém que seja dotado de sentimentos humanos normais fará objeção aos prazeres simples da vida, nem às formas inofensivas de entretenimento que podem ajudar a relaxar os nervos e revigorar a mente exausta de fadiga. Essas coisas, se usadas com discrição, podem ser uma bênção ao longo do caminho. Isso é uma coisa. A exagerada dedicação ao entretenimento como atividade da maior importância para a qual e pela qual os homens vivem, e definitivamente outra coisa, muito diferente.
O abuso numa coisa inofensiva é a essência do pecado. O incremento do aspecto das diversões da vida humana em tão fantásticas proporções é um mau presságio, uma ameaça às almas dos homens modernos, Estruturou-se, chegando a constituir um empreendimento comercial multimilionário com maior poder sobre as mentes humanas e sobre o caráter humano do que qualquer outra influência educacional na terra. E o que é ominoso é que o seu poder é quase exclusivamente mau, deteriorando a vida interior, expelindo os pensamentos de alcance eterno que encheriam a alma dos homens, se tão-somente fossem dignos de abrigá-los. E a coisa toda desenvolveu-se dando numa verdadeira religião que retém os seus devotos com estranho fascínio, e, incidentalmente, uma religião contra a qual agora é perigoso falar.
Por séculos a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era — um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso ela própria sofreu rotundos abusos dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, se ela não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos poderes dele. Assim, hoje temos o espantoso espetáculo de milhões de dólares derramados sobre o trabalho profano de providenciar entretenimento terreno para os filhos do Céu, assim chamados. Em muitos lugares o entretenimento religioso está eliminando rapidamente as coisas sérias de Deus. Muitas igrejas nestes dias têm-se transformado em pouco mais que pobres teatros onde "produtores" de quinta classe mascateiam as suas mercadorias falsificadas com total aprovação de líderes evangélicos conservadores que podem até citar um texto sagrado em defesa da sua delinqüência. E raramente alguém ousa levantar a voz contra isso.
O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando estórias. O gosto por estórias, característico da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-as com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira.
Não e uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?
"Lembra-te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. . . . Caiu a corou da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos! Por isso caiu doente o nosso coração: por isso se escureceram os nossos olhos.'' Amém. Amem.
A. W. Tozer
Deus
É Fácil Viver com Deus
O primeiro ataque feito por Satanás à raça humana foi o seu astuto esforço para destruir a confiança de Eva na bondade de Deus. Infelizmente para ela e para nós, ele se saiu muito bem. Desde aquele dia, os homens têm tido um falso conceito de Deus. e foi exatamente isto que arrancou de debaixo deles a base da justiça e os levou a uma vida imprudente e destrutiva, Nada deforma e torce mais a alma do que um baixo e indigno conceito de Deus. Certas seitas, como a dos fariseus, conquanto sustentassem que Deus era severo e austero, empenhavam-se em manter um nível razoavelmente alto de moralidade externa; mas a sua justiça era apenas exterior. Interiormente eram "sepulcros caiados", como o Senhor mesmo lhes disse. Seu errôneo conceito de Deus resultou numa idéia errônea de culto. Para um fariseu, o serviço de Deus era uma escravidão que ele não amava, mas da qual não podia escapar sem que lhe sobreviesse uma perda grande demais para suportar. Não era fácil viver com o Deus do fariseu, de sorte que a sua religião tornou-se carrancuda, pesada e desamável. Só tinha que ser assim, pois sempre a nossa noção de Deus determina necessariamente a qualidade da nossa religião.
Muito cristianismo, desde os dias da carne de Cristo, também tem sido carrancudo e severo. E a causa é a mesma — uma indigna e inadequada idéia de Deus. Instintivamente tentamos ser iguais ao nosso Deus, e se o concebemos severo e exigente, assim seremos.
Do malogro de entender apropriadamente a Deus, provém um mundo de infelicidade entre os cristãos ainda hoje. Considera-se a religião um sombrio e desanimador processo de levar a cruz sob os olhos de um Pai severo que espera muito e não desculpa nada. Ele é austero, impertinente, altamente temperamental e extremamente difícil de agradar. A espécie de vida que brota de noções tão difamatórias necessariamente tem que ser apenas uma paródia da verdadeira vida cm Cristo.
É da maior importância para a nossa vida espiritual ter sempre em mente uma correta concepção de Deus. Se pensamos nEle como frio e exigente, acharemos impossível amá-lO, e as nossas vidas serão dominadas por um temor servil. Por outro lado, se sustentamos que Ele é bondoso e compreensivo, toda a nossa vida interior refletirá essa idéia.
A verdade é que Deus é o mais encantador de todos os seres. e servi-lO é um prazer indescritível. Ele é todo amor, e aqueles que confiam nEle nunca precisarão conhecer coisa alguma, senão esse amor. Ele é justo deveras, e não deixa passar por alto o pecado; mas, pelo sangue da aliança eterna Ele pode agir para conosco exatamente como se nunca tivéssemos cometido pecado. Para os filhos dos homens que nEle confiam, a Sua misericórdia sempre triunfará sobre a justiça.
A comunhão de Deus é deleitável além de toda a expressão. Ele conversa com os Seus redimidos numa comunhão fácil e desinibida, repousante e conciliadora para a alma. Ele não é sentimentalista, nem egoísta, nem temperamental. O que Ele é hoje, veremos que continua sendo amanhã, depois de amanhã e no ano que vem. Não é difícil agradá-lO, embora talvez seja difícil satisfazê-lO. Ele só espera de nós aquilo de que primeiro nos supriu. Ele é rápido para anotar cada simples esforço para agradá-lO, e tão rápido, exatamente. para deixar de lado as nossas imperfeições quando sabe que a nossa intenção é fazer a Sua vontade. Ele nos ama pelo que somos e considera o nosso amor mais valioso do que as galáxias de novos mundos criados.
Infelizmente, muitos cristãos não podem ficar livres das suas pervertidas noções de Deus, e estas noções envenenam os seus corações e destroem a sua liberdade interior. Estes amigos servem a Deus de cara fechada, como fazia o irmão mais velho, fazendo o que é certo sem entusiasmo e sem alegria, e parecem totalmente incapazes de entender a alegre e animada celebração feita quando o pródigo chega em casa. A idéia que eles têm de Deus exclui a possibilidade de Ele ser feliz em Seu povo, e atribuem os cânticos e as aclamações a consumado fanatismo. Almas infelizes, estas, condenadas a prosseguirem em sua vida melancólica, carrancudamente determinadas a agir direito se os céus caírem, e a estar do lado do vencedor no dia do juízo.
Que bom seria se pudéssemos aprender que é fácil viver com Deus. Ele se lembra da nossa estrutura e sabe que somos pó. Pode castigar-nos às vezes, é certo, mas até isso Ele faz com um sorriso, o ufano e terno sorriso do Pai que arde de prazer por um filho imperfeito, mas que promete e que cada dia se parece mais com Aquele de quem é filho.
Alguns de nós ficam nervosos e encabulados porque sabemos que Deus vê cada pensamento nosso e conhece todos os nossos caminhos. Não precisamos ficar assim. Deus é a soma total de toda a paciência e a essência da amável boa vontade. Nós O agradamos muito, não tentando freneticamente fazer nós mesmos o bem, mas, sim, lançando-nos em Seus braços com todas as nossas imperfeições, e crendo que Ele compreende tudo e ainda nos ama
O primeiro ataque feito por Satanás à raça humana foi o seu astuto esforço para destruir a confiança de Eva na bondade de Deus. Infelizmente para ela e para nós, ele se saiu muito bem. Desde aquele dia, os homens têm tido um falso conceito de Deus. e foi exatamente isto que arrancou de debaixo deles a base da justiça e os levou a uma vida imprudente e destrutiva, Nada deforma e torce mais a alma do que um baixo e indigno conceito de Deus. Certas seitas, como a dos fariseus, conquanto sustentassem que Deus era severo e austero, empenhavam-se em manter um nível razoavelmente alto de moralidade externa; mas a sua justiça era apenas exterior. Interiormente eram "sepulcros caiados", como o Senhor mesmo lhes disse. Seu errôneo conceito de Deus resultou numa idéia errônea de culto. Para um fariseu, o serviço de Deus era uma escravidão que ele não amava, mas da qual não podia escapar sem que lhe sobreviesse uma perda grande demais para suportar. Não era fácil viver com o Deus do fariseu, de sorte que a sua religião tornou-se carrancuda, pesada e desamável. Só tinha que ser assim, pois sempre a nossa noção de Deus determina necessariamente a qualidade da nossa religião.
Muito cristianismo, desde os dias da carne de Cristo, também tem sido carrancudo e severo. E a causa é a mesma — uma indigna e inadequada idéia de Deus. Instintivamente tentamos ser iguais ao nosso Deus, e se o concebemos severo e exigente, assim seremos.
Do malogro de entender apropriadamente a Deus, provém um mundo de infelicidade entre os cristãos ainda hoje. Considera-se a religião um sombrio e desanimador processo de levar a cruz sob os olhos de um Pai severo que espera muito e não desculpa nada. Ele é austero, impertinente, altamente temperamental e extremamente difícil de agradar. A espécie de vida que brota de noções tão difamatórias necessariamente tem que ser apenas uma paródia da verdadeira vida cm Cristo.
É da maior importância para a nossa vida espiritual ter sempre em mente uma correta concepção de Deus. Se pensamos nEle como frio e exigente, acharemos impossível amá-lO, e as nossas vidas serão dominadas por um temor servil. Por outro lado, se sustentamos que Ele é bondoso e compreensivo, toda a nossa vida interior refletirá essa idéia.
A verdade é que Deus é o mais encantador de todos os seres. e servi-lO é um prazer indescritível. Ele é todo amor, e aqueles que confiam nEle nunca precisarão conhecer coisa alguma, senão esse amor. Ele é justo deveras, e não deixa passar por alto o pecado; mas, pelo sangue da aliança eterna Ele pode agir para conosco exatamente como se nunca tivéssemos cometido pecado. Para os filhos dos homens que nEle confiam, a Sua misericórdia sempre triunfará sobre a justiça.
A comunhão de Deus é deleitável além de toda a expressão. Ele conversa com os Seus redimidos numa comunhão fácil e desinibida, repousante e conciliadora para a alma. Ele não é sentimentalista, nem egoísta, nem temperamental. O que Ele é hoje, veremos que continua sendo amanhã, depois de amanhã e no ano que vem. Não é difícil agradá-lO, embora talvez seja difícil satisfazê-lO. Ele só espera de nós aquilo de que primeiro nos supriu. Ele é rápido para anotar cada simples esforço para agradá-lO, e tão rápido, exatamente. para deixar de lado as nossas imperfeições quando sabe que a nossa intenção é fazer a Sua vontade. Ele nos ama pelo que somos e considera o nosso amor mais valioso do que as galáxias de novos mundos criados.
Infelizmente, muitos cristãos não podem ficar livres das suas pervertidas noções de Deus, e estas noções envenenam os seus corações e destroem a sua liberdade interior. Estes amigos servem a Deus de cara fechada, como fazia o irmão mais velho, fazendo o que é certo sem entusiasmo e sem alegria, e parecem totalmente incapazes de entender a alegre e animada celebração feita quando o pródigo chega em casa. A idéia que eles têm de Deus exclui a possibilidade de Ele ser feliz em Seu povo, e atribuem os cânticos e as aclamações a consumado fanatismo. Almas infelizes, estas, condenadas a prosseguirem em sua vida melancólica, carrancudamente determinadas a agir direito se os céus caírem, e a estar do lado do vencedor no dia do juízo.
Que bom seria se pudéssemos aprender que é fácil viver com Deus. Ele se lembra da nossa estrutura e sabe que somos pó. Pode castigar-nos às vezes, é certo, mas até isso Ele faz com um sorriso, o ufano e terno sorriso do Pai que arde de prazer por um filho imperfeito, mas que promete e que cada dia se parece mais com Aquele de quem é filho.
Alguns de nós ficam nervosos e encabulados porque sabemos que Deus vê cada pensamento nosso e conhece todos os nossos caminhos. Não precisamos ficar assim. Deus é a soma total de toda a paciência e a essência da amável boa vontade. Nós O agradamos muito, não tentando freneticamente fazer nós mesmos o bem, mas, sim, lançando-nos em Seus braços com todas as nossas imperfeições, e crendo que Ele compreende tudo e ainda nos ama
sábado, 22 de março de 2014
Cristianismo Instantâneo?
A Insuficiência do "Cristianismo Instantâneo"
Não é de admirar que o país que inventou o chá e o café instantâneos também desse ao mundo o cristianismo instantâneo. Caso essas duas bebidas não tenham sido realmente inventadas nos Estados Unidos, foi certamente aqui que receberam o ímpeto publicitário que as tornou conhecidas na maior parte do mundo civilizado. E não pode ser também negado que foi o Fundamentalismo americano que introduziu o cristianismo instantâneo nas igrejas evangélicas.
Se ignorarmos por um momento o romanismo e o liberalismo em seus vários disfarces, concentrando nossa atenção sobre o grande número de crentes evangélicos, vemos imediatamente quanto a religião cristã sofreu na casa de seus amigos. O gênio americano para a realização fácil e rápida de tudo, sem preocupar-se com a sua qualidade ou permanência, gerou um vírus que veio a contagiar toda a igreja evangélica nos Estados Unidos e, através de nossa literatura, nossos evangelistas e nossos missionários, espalhou-se por todo o mundo.
O cristianismo instantâneo acompanhou a idade da máquina. Os homens inventaram as máquinas com duas finalidades. Queriam fazer mais rapidamente o trabalho considerado importante e queriam ao mesmo tempo terminar logo suas tarefas a fim de dedicar-se a coisas mais do seu agrado, tais como o lazer ou gozar dos prazeres mundanos, O cristianismo instantâneo serve agora aos mesmos propósitos na religião. Ele ignora o passado, garante o futuro e libera o cristão para seguir as inclinações da carne com toda boa consciência e um mínimo de restrição.
Com a expressão "cristianismo instantâneo" estou me referindo ao tipo encontrado quase em toda parte nos círculos evangélicos, nascidos da idéia de que podemos livrar-nos de toda obrigação para com nossas almas através de um só ato de fé, ou no máximo dois, ficando tranqüilos daí por diante quanto à nossa condição espiritual, sendo então permitido inferir que não existe razão para termos um caráter santo. Uma qualidade automática, de uma vez por todas, acha-se presente neste conceito, a qual não se adapta de maneira alguma à fé apresentada no Novo Testamento.
Neste erro, como na maioria dos outros, encontra-se uma certa parte de verdade imperfeitamente interpretada. É verdade que a conversão a Cristo pode ser, e muitas vezes é, repentina. Onde o peso do pecado se revelou grande, o recebimento do perdão é no geral alegre e claro. A alegria experimentada no perdão equivale à repugnância moral de que nos despojamos no arrependimento. O verdadeiro cristão encontra Deus. Ele sabe que tem a vida eterna e provavelmente sabe onde e quando a recebeu. Os que foram também enchidos com o Espírito Santo após a sua regeneração sentem perfeitamente a operação que está sendo realizada neles. O Espírito anuncia-se a si próprio, e o coração renovado não tem dificuldade em identificar a sua presença à medida que Ele se derrama na alma.
O problema está em que nos inclinamos a confiar nas nossas experiências e, em conseqüência disso, interpretamos erradamente todo o Novo Testamento. Somos constantemente exortados a tomar a decisão, a resolver o assunto imediatamente e, os que nos aconselham nesse sentido estão certos. Existem decisões que podem e devem ser tomadas de uma vez por todas. Certos assuntos pessoais podem ser decididos instantaneamente mediante um ato determinado da vontade em resposta a uma fé bíblica. Ninguém iria negar tal coisa, e eu certamente não farei isso.
A questão que nos enfrenta é esta: O que pode ser realizado através desse ato único de fé? Quanto falta ainda a ser feito e até que ponto uma única decisão pode levar-nos?
O cristianismo instantâneo tende a considerar o ato de fé como um fim em si mesmo e sufoca o desejo de crescimento espiritual. Ele não compreende a verdadeira natureza da vida cristã, que não é estática mas dinâmica e expansionista. Ele passa por cima do fato de o novo cristão representar um organismo vivo, como um bebê recém-nascido, necessitado de nutrição e exercício a fim de assegurai o seu crescimento normal. Ele não considera que o ato de fé em Cristo estabelece um relacionamento pessoal entre dois seres morais inteligentes, Deus e o homem reconciliado, e um encontro único entre Deus e uma criatura feita à sua imagem jamais poderia bastar para estabelecer uma amizade íntima entre ambos.
A tentativa de englobar toda a salvação numa só experiência, ou talvez duas, por parte dos defensores do cristianismo instantâneo zomba da lei do desenvolvimento que abrange toda a natureza. Eles ignoram os efeitos santificadores do sofrimento, do carregar da cruz e da obediência prática. Olvidam também a necessidade de treinamento espiritual, de formar hábitos religiosos corretos e de lutar contra o mundo, o diabo e a carne.
A preocupação excessiva com o ato inicial da crença fez nascer em alguns uma psicologia de acomodação, ou pelo menos de não-expectativa. Para alguns o resultado foi uma decepção com a fé cristã. Deus parece demasiado distante, o mundo próximo demais, e a carne muito poderosa e irresistível. Outros ficam satisfeitos em aceitar a segurança da bênção automática. Ela os livra da necessidade de vigiar, lutar e orar, e os considera liberados para gozar deste mundo enquanto aguardam o outro.
O cristianismo instantâneo é a ortodoxia do século vinte. Imagino se o homem que escreveu Filipenses 3:7-16 o reconheceria como a fé pela qual morreu. Temo que não.
A. W. Tozer
Não é de admirar que o país que inventou o chá e o café instantâneos também desse ao mundo o cristianismo instantâneo. Caso essas duas bebidas não tenham sido realmente inventadas nos Estados Unidos, foi certamente aqui que receberam o ímpeto publicitário que as tornou conhecidas na maior parte do mundo civilizado. E não pode ser também negado que foi o Fundamentalismo americano que introduziu o cristianismo instantâneo nas igrejas evangélicas.
Se ignorarmos por um momento o romanismo e o liberalismo em seus vários disfarces, concentrando nossa atenção sobre o grande número de crentes evangélicos, vemos imediatamente quanto a religião cristã sofreu na casa de seus amigos. O gênio americano para a realização fácil e rápida de tudo, sem preocupar-se com a sua qualidade ou permanência, gerou um vírus que veio a contagiar toda a igreja evangélica nos Estados Unidos e, através de nossa literatura, nossos evangelistas e nossos missionários, espalhou-se por todo o mundo.
O cristianismo instantâneo acompanhou a idade da máquina. Os homens inventaram as máquinas com duas finalidades. Queriam fazer mais rapidamente o trabalho considerado importante e queriam ao mesmo tempo terminar logo suas tarefas a fim de dedicar-se a coisas mais do seu agrado, tais como o lazer ou gozar dos prazeres mundanos, O cristianismo instantâneo serve agora aos mesmos propósitos na religião. Ele ignora o passado, garante o futuro e libera o cristão para seguir as inclinações da carne com toda boa consciência e um mínimo de restrição.
Com a expressão "cristianismo instantâneo" estou me referindo ao tipo encontrado quase em toda parte nos círculos evangélicos, nascidos da idéia de que podemos livrar-nos de toda obrigação para com nossas almas através de um só ato de fé, ou no máximo dois, ficando tranqüilos daí por diante quanto à nossa condição espiritual, sendo então permitido inferir que não existe razão para termos um caráter santo. Uma qualidade automática, de uma vez por todas, acha-se presente neste conceito, a qual não se adapta de maneira alguma à fé apresentada no Novo Testamento.
Neste erro, como na maioria dos outros, encontra-se uma certa parte de verdade imperfeitamente interpretada. É verdade que a conversão a Cristo pode ser, e muitas vezes é, repentina. Onde o peso do pecado se revelou grande, o recebimento do perdão é no geral alegre e claro. A alegria experimentada no perdão equivale à repugnância moral de que nos despojamos no arrependimento. O verdadeiro cristão encontra Deus. Ele sabe que tem a vida eterna e provavelmente sabe onde e quando a recebeu. Os que foram também enchidos com o Espírito Santo após a sua regeneração sentem perfeitamente a operação que está sendo realizada neles. O Espírito anuncia-se a si próprio, e o coração renovado não tem dificuldade em identificar a sua presença à medida que Ele se derrama na alma.
O problema está em que nos inclinamos a confiar nas nossas experiências e, em conseqüência disso, interpretamos erradamente todo o Novo Testamento. Somos constantemente exortados a tomar a decisão, a resolver o assunto imediatamente e, os que nos aconselham nesse sentido estão certos. Existem decisões que podem e devem ser tomadas de uma vez por todas. Certos assuntos pessoais podem ser decididos instantaneamente mediante um ato determinado da vontade em resposta a uma fé bíblica. Ninguém iria negar tal coisa, e eu certamente não farei isso.
A questão que nos enfrenta é esta: O que pode ser realizado através desse ato único de fé? Quanto falta ainda a ser feito e até que ponto uma única decisão pode levar-nos?
O cristianismo instantâneo tende a considerar o ato de fé como um fim em si mesmo e sufoca o desejo de crescimento espiritual. Ele não compreende a verdadeira natureza da vida cristã, que não é estática mas dinâmica e expansionista. Ele passa por cima do fato de o novo cristão representar um organismo vivo, como um bebê recém-nascido, necessitado de nutrição e exercício a fim de assegurai o seu crescimento normal. Ele não considera que o ato de fé em Cristo estabelece um relacionamento pessoal entre dois seres morais inteligentes, Deus e o homem reconciliado, e um encontro único entre Deus e uma criatura feita à sua imagem jamais poderia bastar para estabelecer uma amizade íntima entre ambos.
A tentativa de englobar toda a salvação numa só experiência, ou talvez duas, por parte dos defensores do cristianismo instantâneo zomba da lei do desenvolvimento que abrange toda a natureza. Eles ignoram os efeitos santificadores do sofrimento, do carregar da cruz e da obediência prática. Olvidam também a necessidade de treinamento espiritual, de formar hábitos religiosos corretos e de lutar contra o mundo, o diabo e a carne.
A preocupação excessiva com o ato inicial da crença fez nascer em alguns uma psicologia de acomodação, ou pelo menos de não-expectativa. Para alguns o resultado foi uma decepção com a fé cristã. Deus parece demasiado distante, o mundo próximo demais, e a carne muito poderosa e irresistível. Outros ficam satisfeitos em aceitar a segurança da bênção automática. Ela os livra da necessidade de vigiar, lutar e orar, e os considera liberados para gozar deste mundo enquanto aguardam o outro.
O cristianismo instantâneo é a ortodoxia do século vinte. Imagino se o homem que escreveu Filipenses 3:7-16 o reconheceria como a fé pela qual morreu. Temo que não.
A. W. Tozer
sexta-feira, 14 de março de 2014
A Vinda de Jesus
Por Que Somos Indiferentes Quanto ao Retorno de Cristo
Logo depois do término da primeira guerra mundial, ouvi um grande pregador do sul dizer que temia que o intenso interesse pela profecia generalizada naquela época resultaria na morte da bendita esperança quando os eventos provassem que os entusiásticos intérpretes estavam errados.
O homem era profeta, ou pelo menos um estudioso notavelmente perspicaz da natureza humana, pois aconteceu exatamente e que ele predisse. A esperança da vinda de Cristo está quase morta hoje em dia entre os cristãos bíblicos.
Não significa que tenham abandonado a doutrina do segundo advento. De modo nenhum. Tem havido, como todas as pessoas bem informadas sabem, um ajustamento entre alguns dos pontos doutrinários menores do nosso credo, mas a imensa maioria dos evangélicos firmes continua sustentando a crença em que Jesus Cristo algum dia voltará de fato à terra em pessoa. A vitória final de Cristo é aceita como uma das inabaláveis doutrinas da Escritura Sagrada.
É verdade que em alguns rincões as profecias da Bíblia são expostas ocasionalmente. Isto acontece especialmente entre os cristãos hebreus que. por razões muito compreensíveis, parecem sentir-se mais perto dos profetas do Velho Testamento do que os crentes gentios. O amor que votam a seu povo leva-os naturalmente a apegar-se a toda esperança de conversão e restauração última de Israel. Para muitos deles o retorno de Cristo representa rápida e feliz solução do "problema judeu". Os longos séculos de peregrinação terminarão quando Ele vier, e Deus nesse tempo restaurará "o reino a Israel". Não ousamos deixar que o nosso profundo amor por nossos irmãos cristãos hebreus nos cegue para as óbvias implicações políticas deste aspecto da esperança messiânica. Não os censuramos por isso. Apenas chamamos a atenção para o fato.
Todavia, o retorno de Cristo como bendita esperança está quase morto entre nós, como já disse. A verdade referente ao segundo advento onde é apresentada hoje, é na maior parte acadêmica ou política. O jubiloso elemento pessoal falta por completo. Onde estão aqueles que
"Tanto anseiam pelo sinal
ó Cristo, do Teu cumprimento;
pelo chamejar desvanecem,
dos Teus passos em Teu advento?"
A aspiração por ver a Cristo que queimava o peito daqueles primeiros cristãos parece ter-se queimado toda. Tudo que resta são cinzas. É precisamente o "anseio" e o "desvanecimento" pelo retorno de Cristo que distingue entre a esperança pessoal e a teológica. O mero conhecimento da doutrina correta é pobre substituto de Cristo, e a familiaridade com a escatologia do Novo Testamento nunca tomará o lugar do desejo inflamado de amor de fitar Sua face.
Se o ardoroso anelo desapareceu da esperança do advento hoje, deve haver razão para isto; acho que sei qual é, ou quais são, pois há um bom número delas. Uma é simplesmente que a teologia fundamentalista popular tem dado ênfase à utilidade da cruz, e não à beleza dAquele que nela morreu. A relação do salvo com Cristo é apresentada como contratual, em vez de pessoal. Tem-se acentuado tanto a "obra" de Cristo, que esta eclipsou a pessoa de Cristo. Permitiu-se que a substituição tomasse o lugar da identificação. O que Ele fez por mim parece mais importante do que o que Ele é para mim. Vê-se a redenção como uma transação de negócio direto que "aceitamos"; e à coisa toda fica faltando conteúdo emocional. Temos de amar muito a alguém, para ficarmos despertos esperando a sua vinda, e isso talvez explique a ausência de vigor na esperança do advento entre aqueles que ainda crêem nela.
Outra razão da ausência de real anseio pelo retorno de Cristo é que os cristãos se sentem tão bem neste mundo que têm pouco desejo de deixá-lo. Para os líderes que regulam o passo da religião e determinam o seu conteúdo e a sua qualidade, o cristianismo tornou-se afinal notavelmente lucrativo. As ruas de ouro não exercem atração muito grande sobre aqueles que acham fácil amontoar ouro e prata no serviço do Senhor cá na terra. Todos queremos reservar a esperança do céu como uma espécie de seguro contra o dia da morte, mas enquanto temos saúde e conforto, por que trocar um bem que conhecemos por uma coisa a respeito da qual pouco sabemos? Assim raciocina a mente carnal, e com tal sutileza que dificilmente ficamos cientes disso.
Outra coisa; nestes tempos a religião passou a ser uma brincadeira boa e festiva neste presente mundo, e, por que ter pressa quanto ao céu, seja como for? O cristianismo, contrariamente ao que alguns pensaram, é forma diversa e mais elevada de entretenimento. Cristo padeceu todo o sofrimento. Derramou todas as lágrimas e carregou todas as cruzes; temos apenas que desfrutar os benefícios das suas dores em forma de prazeres religiosos modelados segundo o mundo e levados adiante em nome de Jesus. É o que dizem pessoas que ao mesmo tempo afirmam que crêem na segunda vinda de Cristo.
A história revela que os tempos de sofrimento da igreja têm sido igualmente tempos de alçar os olhos. A tribulação sempre deu sobriedade ao povo de Deus e o encorajou a buscar e a esperar ansiosamente o retorno do seu Salvador. A nossa presente preocupação com este mundo pode ser um aviso de amargos dias por vir. Deus fará com que nos desapeguemos da terra de algum modo — do modo fácil, se possível; do difícil, se necessário.
A. W. Tozer
Logo depois do término da primeira guerra mundial, ouvi um grande pregador do sul dizer que temia que o intenso interesse pela profecia generalizada naquela época resultaria na morte da bendita esperança quando os eventos provassem que os entusiásticos intérpretes estavam errados.
O homem era profeta, ou pelo menos um estudioso notavelmente perspicaz da natureza humana, pois aconteceu exatamente e que ele predisse. A esperança da vinda de Cristo está quase morta hoje em dia entre os cristãos bíblicos.
Não significa que tenham abandonado a doutrina do segundo advento. De modo nenhum. Tem havido, como todas as pessoas bem informadas sabem, um ajustamento entre alguns dos pontos doutrinários menores do nosso credo, mas a imensa maioria dos evangélicos firmes continua sustentando a crença em que Jesus Cristo algum dia voltará de fato à terra em pessoa. A vitória final de Cristo é aceita como uma das inabaláveis doutrinas da Escritura Sagrada.
É verdade que em alguns rincões as profecias da Bíblia são expostas ocasionalmente. Isto acontece especialmente entre os cristãos hebreus que. por razões muito compreensíveis, parecem sentir-se mais perto dos profetas do Velho Testamento do que os crentes gentios. O amor que votam a seu povo leva-os naturalmente a apegar-se a toda esperança de conversão e restauração última de Israel. Para muitos deles o retorno de Cristo representa rápida e feliz solução do "problema judeu". Os longos séculos de peregrinação terminarão quando Ele vier, e Deus nesse tempo restaurará "o reino a Israel". Não ousamos deixar que o nosso profundo amor por nossos irmãos cristãos hebreus nos cegue para as óbvias implicações políticas deste aspecto da esperança messiânica. Não os censuramos por isso. Apenas chamamos a atenção para o fato.
Todavia, o retorno de Cristo como bendita esperança está quase morto entre nós, como já disse. A verdade referente ao segundo advento onde é apresentada hoje, é na maior parte acadêmica ou política. O jubiloso elemento pessoal falta por completo. Onde estão aqueles que
"Tanto anseiam pelo sinal
ó Cristo, do Teu cumprimento;
pelo chamejar desvanecem,
dos Teus passos em Teu advento?"
A aspiração por ver a Cristo que queimava o peito daqueles primeiros cristãos parece ter-se queimado toda. Tudo que resta são cinzas. É precisamente o "anseio" e o "desvanecimento" pelo retorno de Cristo que distingue entre a esperança pessoal e a teológica. O mero conhecimento da doutrina correta é pobre substituto de Cristo, e a familiaridade com a escatologia do Novo Testamento nunca tomará o lugar do desejo inflamado de amor de fitar Sua face.
Se o ardoroso anelo desapareceu da esperança do advento hoje, deve haver razão para isto; acho que sei qual é, ou quais são, pois há um bom número delas. Uma é simplesmente que a teologia fundamentalista popular tem dado ênfase à utilidade da cruz, e não à beleza dAquele que nela morreu. A relação do salvo com Cristo é apresentada como contratual, em vez de pessoal. Tem-se acentuado tanto a "obra" de Cristo, que esta eclipsou a pessoa de Cristo. Permitiu-se que a substituição tomasse o lugar da identificação. O que Ele fez por mim parece mais importante do que o que Ele é para mim. Vê-se a redenção como uma transação de negócio direto que "aceitamos"; e à coisa toda fica faltando conteúdo emocional. Temos de amar muito a alguém, para ficarmos despertos esperando a sua vinda, e isso talvez explique a ausência de vigor na esperança do advento entre aqueles que ainda crêem nela.
Outra razão da ausência de real anseio pelo retorno de Cristo é que os cristãos se sentem tão bem neste mundo que têm pouco desejo de deixá-lo. Para os líderes que regulam o passo da religião e determinam o seu conteúdo e a sua qualidade, o cristianismo tornou-se afinal notavelmente lucrativo. As ruas de ouro não exercem atração muito grande sobre aqueles que acham fácil amontoar ouro e prata no serviço do Senhor cá na terra. Todos queremos reservar a esperança do céu como uma espécie de seguro contra o dia da morte, mas enquanto temos saúde e conforto, por que trocar um bem que conhecemos por uma coisa a respeito da qual pouco sabemos? Assim raciocina a mente carnal, e com tal sutileza que dificilmente ficamos cientes disso.
Outra coisa; nestes tempos a religião passou a ser uma brincadeira boa e festiva neste presente mundo, e, por que ter pressa quanto ao céu, seja como for? O cristianismo, contrariamente ao que alguns pensaram, é forma diversa e mais elevada de entretenimento. Cristo padeceu todo o sofrimento. Derramou todas as lágrimas e carregou todas as cruzes; temos apenas que desfrutar os benefícios das suas dores em forma de prazeres religiosos modelados segundo o mundo e levados adiante em nome de Jesus. É o que dizem pessoas que ao mesmo tempo afirmam que crêem na segunda vinda de Cristo.
A história revela que os tempos de sofrimento da igreja têm sido igualmente tempos de alçar os olhos. A tribulação sempre deu sobriedade ao povo de Deus e o encorajou a buscar e a esperar ansiosamente o retorno do seu Salvador. A nossa presente preocupação com este mundo pode ser um aviso de amargos dias por vir. Deus fará com que nos desapeguemos da terra de algum modo — do modo fácil, se possível; do difícil, se necessário.
A. W. Tozer
Salvação
Como pode, porem, o pecador ligar o tremendo abismo que o separa de Deus na experiência real? A resposta é que ele não pode fazê-lo, mas a glória da mensagem cristã é que Cristo o fez. Pelo sangue da Sua cruz, Ele fez a paz, para poder reconciliar consigo mesmo todas as coisas. "E a vós outros também que outrora éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas. agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis" (Colossenses 1:21,22).
A. W. Tozer
Um amigo, certo dia me perguntou se eu sabia para onde iria se Jesus voltasse naquele momento. Quase não pensei, disse que sim. Outro me perguntou como pode um pecador ser salvo? Lendo esse texto temos a resposta. Ao homem isso é impossível, mas para Deus tudo é possível, Ele é quem nos santifica e nos torna justos. Jesus é quem nos garante o céu, a única razão de saber que vou para o céu é Jesus em mim.
A. W. Tozer
Um amigo, certo dia me perguntou se eu sabia para onde iria se Jesus voltasse naquele momento. Quase não pensei, disse que sim. Outro me perguntou como pode um pecador ser salvo? Lendo esse texto temos a resposta. Ao homem isso é impossível, mas para Deus tudo é possível, Ele é quem nos santifica e nos torna justos. Jesus é quem nos garante o céu, a única razão de saber que vou para o céu é Jesus em mim.
Aborto
Aborto
Por que matar um filho e não o outro?
- "Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo. Não tenho condições de criar ambos”.
E então o médico perguntou: "E o que a senhora quer que eu faça?"
A mulher, já esperançosa, respondeu: "Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor".
O médico então pensou um pouco e depois disse a mulher:
- "Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora".
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
E então ele completou:
- "Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco."
A mulher reagiu indignada: - "Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!".
Depois de refletir, a mãe mudou de idéia. O médico viu que a sua lição surtira efeito. Ele persuadiu a mãe que não há diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno. O crime é o mesmo, e o pecado, diante de deus, também é o mesmo. – autor desconhecido
Para maiores informações de como lutar contra a legalização do aborto no Brasil acesse o site: http://www.brasilsemaborto.com.br
--------------------------------------------------------------------------------
Números do aborto
Nos Estados Unidos a cada ano mais de 1milhão de abortos são realizados. Isso uma vez que o aborto foi legalizado em 1973. Antes, este número era um pouco mais de 500,000. Nos anos que seguiram a legalização do aborto, mais de 30 milhões de bebês tiveram suas vidas terminadas antes de nascer.
Algumas pessoas ficam chocadas com a história da matança dos meninos com menos de dois anos promovida por Herodes na sua tentativa de matar Jesus (Mateus 2:16-18). “Como é que um Deus amoroso deixaria isso acontecer?” alguns indagam. Com a matança dos inocentes promovido hoje, como é que o homem tem coragem de fazer essa pergunta?
--------------------------------------------------------------------------------
Matando Beethoven
Um professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Califórnia um dia perguntou aos seus alunos. "Aqui é a história da família. O pai tem sífilis. A mãe tem tuberculose. Eles já tiveram quatro filhos. O primeiro filho é cego. O segundo filho morreu. O terceiro filho é surdo e o quarto filho tem tuberculose. A mãe está grávida. Os pais estão dispostos a ter um aborto se for recomendado. O que é que vocês recomendam?" A maioria dos alunos optaram pelo aborto. "Parabéns," anunciou o professor. "Você acabou de matar Beethoven." Nada é tão final quanto à morte, mesmo quando é feito cedo na vida.
- Terence Patterson em James S. Hewett, “Illustrations Unlimited” (Ilustrações Ilimitadas) (Wheaton: Tyndale House Publishers, Inc, 1988) p. 113.
www.hermenêutica.com
Por que matar um filho e não o outro?
- "Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo. Não tenho condições de criar ambos”.
E então o médico perguntou: "E o que a senhora quer que eu faça?"
A mulher, já esperançosa, respondeu: "Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor".
O médico então pensou um pouco e depois disse a mulher:
- "Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora".
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
E então ele completou:
- "Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco."
A mulher reagiu indignada: - "Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!".
Depois de refletir, a mãe mudou de idéia. O médico viu que a sua lição surtira efeito. Ele persuadiu a mãe que não há diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno. O crime é o mesmo, e o pecado, diante de deus, também é o mesmo. – autor desconhecido
Para maiores informações de como lutar contra a legalização do aborto no Brasil acesse o site: http://www.brasilsemaborto.com.br
--------------------------------------------------------------------------------
Números do aborto
Nos Estados Unidos a cada ano mais de 1milhão de abortos são realizados. Isso uma vez que o aborto foi legalizado em 1973. Antes, este número era um pouco mais de 500,000. Nos anos que seguiram a legalização do aborto, mais de 30 milhões de bebês tiveram suas vidas terminadas antes de nascer.
Algumas pessoas ficam chocadas com a história da matança dos meninos com menos de dois anos promovida por Herodes na sua tentativa de matar Jesus (Mateus 2:16-18). “Como é que um Deus amoroso deixaria isso acontecer?” alguns indagam. Com a matança dos inocentes promovido hoje, como é que o homem tem coragem de fazer essa pergunta?
--------------------------------------------------------------------------------
Matando Beethoven
Um professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Califórnia um dia perguntou aos seus alunos. "Aqui é a história da família. O pai tem sífilis. A mãe tem tuberculose. Eles já tiveram quatro filhos. O primeiro filho é cego. O segundo filho morreu. O terceiro filho é surdo e o quarto filho tem tuberculose. A mãe está grávida. Os pais estão dispostos a ter um aborto se for recomendado. O que é que vocês recomendam?" A maioria dos alunos optaram pelo aborto. "Parabéns," anunciou o professor. "Você acabou de matar Beethoven." Nada é tão final quanto à morte, mesmo quando é feito cedo na vida.
- Terence Patterson em James S. Hewett, “Illustrations Unlimited” (Ilustrações Ilimitadas) (Wheaton: Tyndale House Publishers, Inc, 1988) p. 113.
www.hermenêutica.com
quinta-feira, 13 de março de 2014
O olhar de Cristo
Cristo Redentor
de Max Lucado
Pouco mais de vinte e sete metros de altura. Mil trezentas e vinte toneladas de concreto armado. Posicionada numa montanha dois mil e quatrocentos metros acima do nível do mar. E a famosa estátua do Cristo Redentor que se eleva acima da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.
Não há turista que vá ao Rio e não serpenteie ladeira acima no Corcovado para ver esse agigantado monumento. Apenas a cabeça tem quase três metros de altura. A envergadura de ponta a ponta dos dedos — quase vinte metros.
Quando morei no Rio, vi a estátua dezenas de vezes. Mas nenhuma vez me impressionou tanto quanto a primeira.
Eu era estudante universitário passando férias no Brasil. Exceto por escapadelas através da fronteira mexicana, esta era a minha primeira viagem fora dos Estados Unidos. Conhecia esse monumento apenas por meio da revista National Geographic.
Iria descobrir que nenhuma revista pode verdadeiramente captar o esplendor do Cristo Redentor.
Abaixo de mim estava o Rio. Sete milhões de pessoas fervilhando nas luxuriantes montanhas verdes que se precipitam no azul vivo do Atlântico. Atrás de mim estava a estátua do Cristo Redentor. Enquanto olhava a gigantesca estátua através de minha lente telefoto, duas ironias me chamaram a atenção.
Não podia deixar de notar os olhos cegos. Ora, sei o que você está pensando — todas as estátuas têm olhos cegos. Você está certo, têm mesmo. Mas é como se o escultor dessa estátua tivesse tencionado que os olhos fossem cegos. Não há pupilas para sugerir visão. Não há círculos para sugerir vista. Há apenas aberturas bem arredondadas.
Abaixei a máquina fotográfica até a cintura. Que espécie de redentor é este? Cego? Olhos fixos no horizonte, recusando-se a ver a massa do povo a seus pés?
Vi a segunda ironia quando novamente ergui a minha má-quina. Fui acompanhando as feições para baixo; passei pelo nariz forte, passei pelo queixo proeminente, passei pelo pescoço. Meu foco se deteve no manto da estátua. No lado de fora do manto está um coração. Um coração bem curvo. Um coração simples.
Um coração de pedra.
O simbolismo involuntário me abalou. Que espécie de redentor é este? Coração feito de pedra? Mantido firme, não com paixão e amor, mas com concreto e argamassa. Que espécie de redentor é este? Olhos cegos e coração de pedra?
Desde então aprendi a resposta à minha própria pergunta: Que tipo de redentor é esse? Exatamente a espécie de redentor que a maioria das pessoas tem.
Oh, a maioria das pessoas não admitiria que tem um redentor cego e com um coração de pedra. Mas olhe com mais atenção.
Para alguns, Jesus é um amuleto para dar sorte. O "Redentor Pata de Coelho". Tamanho de bolso. Conveniente. Facilmente empacotável. Facilmente compreendido. Facilmente diagramado. Pode-se colocar seu retrato na parede ou pode-se colocá-lo na carteira como seguro. Pode-se emoldurá-lo. Dependurá-lo no espelho retrovisor ou colá-lo no painel de instrumentos.
A especialidade desse redentor? Livrá-lo de uma enrascada. Precisa de um lugar para estacionar? Esfregue o redentor. Precisa de ajuda num teste? Tire para fora a pata de coelho. Não é preciso ter um relacionamento com ele. Não é preciso amá-lo. Apenas mantê-lo no bolso perto do seu trevo de quatro folhas.
Para muitos, ele é um "Redentor Lâmpada de Aladim". Novos empregos. Cadilaques cor-de-rosa. Cônjuges novos e melhorados. Seu desejo é uma ordem para ele. E melhor ainda, ele convenientemente volta para dentro da lâmpada quando você j á não o quer por ali. Para outros, Jesus é um "Redentor Silvio Santos". "Está bem, Jesus, façamos um trato. Cinqüenta e dois domingos por ano, colocarei uma fantasia — paletó e gravata, chapéu e meias — e aguentarei qualquer sermão que jogar para o meu lado. Em troca, você me dá a graça que fica atrás do portal de pérola número três."
O Redentor Pata de Coelho. O Redentor Lâmpada de Aladim. O Redentor Sílvio Santos. Poucas exigências, nenhum desafio. Nenhuma necessidade de sacrifício. Nenhuma necessidade de dedicação.
Redentores sem vista e sem coração. Redentores sem poder. Não é assim o Redentor do Novo Testamento.
Compare o Cristo cego que vi no Rio com o Cristo compassivo visto por uma mulher amedrontada certa madrugada em Jerusalém (João 8:1-11).
Raia o dia. O sol nascente estende um cobertor dourado por sobre as ruas da cidade. Diamantes de orvalho agarram-se às folhinhas de grama. Um gato se espreguiça ao despertar. Os ruídos são esparsos.
Um galo entoa seu recital matutino.
Um cão ladra para dar as boas vindas ao dia.
Um camelô desce a rua arrastando os pés, seus artigos às costas.
E um jovem carpinteiro fala no pátio do Templo.
Jesus está sentado, cercado por um grupo de ouvintes. Alguns movem as cabeças assentindo e abrem os corações em obediência. Aceitaram o mestre como seu mestre e estão aprendendo a aceitá-lo como seu Senhor.
Outros são curiosos, querem crer, mas estão desconfiados desse homem cujas reivindicações forçam tanto os limites da crença.
Quer curiosos, quer convencidos, eles ouvem atentamente. Levantaram-se cedinho. Havia algo com relação às palavras dele que era mais confortador do que o sono.
Não sabemos qual o seu tópico naquela manhã. Oração, talvez. Ou talvez bondade ou ansiedade. Mas fosse qual fosse, logo foi interrompido quando um bando de gente invadiu o pátio.
Determinados, eles irrompem de uma rua estreita e dirigem-se a Jesus pisando duro. Os ouvintes se amontoam para abrir-lhes caminho. A horda é constituída de líderes religiosos, os presbíteros e diáconos daquela época. Homens respeitados e importantes. E lutando para manter o equilíbrio na crista dessa onda bravia encontra-se uma mulher semi-despida.
Apenas momentos antes, estivera na cama com um homem que não o seu marido. Era assim que ela ganhava a vida? Talvez sim. Talvez não. Talvez o marido tivesse partido, seu coração estivesse solitário, o toque do estranho fosse cálido, e antes que pudesse perceber o que fazia, ela o havia feito. Não sabemos.
Mas sabemos que uma porta foi aberta à força e ela foi arrancada de uma cama. Mal teve tempo de cobrir o corpo antes de ser arrastada para a rua por dois homens da idade de seu pai. Que pensamentos lhe percorriam a mente enquanto ela se debatia para manter-se em pé?
Vizinhos curiosos enfiavam as cabeças por janelas abertas. Cães sonolentos ladravam para o tumulto.
E agora, com passadas decididas, a turba se precipita para o mestre. Jogam a mulher na sua direção. Ela quase cai.
— Encontramos esta mulher na cama com um homem! — Brada o líder. — A lei diz para apedrejá-la. O que o senhor diz?
Arrogantes com coragem emprestada, eles dão um sorrizinho afetado enquanto observam o rato ir atrás do queijo.
A mulher esquadrinha os rostos, faminta por um olhar compassivo. Não encontra nenhum. Pelo contrário, só vê acusação. Olhos semicerrados. Lábios apertados. Dentes rangendo Olhares que sentenciam sem ver.
Corações de pedra, frios, que condenam ser sentir.
Ela abaixa o olhar e vê pedras nas mãos deles — as pedras da justiça cujo propósito é o de, com pedradas, arrancar-lhe a lascívia do coração. Os homens apertam-nas tanto que as pontas dos dedos ficam brancas. Apertam-nas como se as pedras fossem o pescoço desse pregador que eles odeiam.
Em seu desespero, ela olha para o Mestre. Os olhos dele não têm o brilho feroz. "Não se preocupe," sussurram aqueles olhos, "está tudo bem." E pela primeira vez aquela manhã, ela vê bondade.
Quando Jesus a enxergou, o que viu? Viu-a como um pai vê a filha crescida ao entrar na igreja rumo ao altar nupcial? A mente do pai volta correndo pelo tempo, vendo sua menina crescer novamente — das fraldas às bonecas. Das salas de aula aos namorados. Da festa de formatura ao dia do casamento. O pai vê tudo isso ao olhar para a filha.
Quando Jesus olhou para essa filha, será que sua mente correu de volta no tempo? Será que ele reviveu o ato de formar essa filha no céu? Será que ele a via como a criara originalmente? O que deseja que façamos com ela?
Ele poderia ter perguntado por que não haviam trazido o homem. A Lei o condenava da mesma forma. Ele poderia ter perguntado porque estavam subitamente tirando o pó de uma velha ordem que havia ficado nas prateleiras por séculos. Mas não o fez.
Apenas ergueu a cabeça e falou:
— Acho que, se nunca cometeram um erro, têm o direito de apedrejar esta mulher. Voltou para baixo o olhar e começou a desenhar na terra outra vez.
Alguém pigarreou como que para falar, mas ninguém falou. Pés se arrastaram. Olhos baixaram. Então ploque...ploque.. . ploque... pedras caíram ao chão.
E eles se afastaram. A começar pelo de barba mais branca e terminando com o de mais preta, eles se voltaram e partiram. Chegaram como se fossem um, mas se retiraram um a um. Jesus disse à mulher que erguesse o olhar.
— Não há ninguém para condená-la? — Ele sorriu quando ela ergueu a cabeça. Ela não viu ninguém, apenas pedras — cada qual uma lápide em miniatura para marcar o túmulo da arrogância de um homem.
— Não há ninguém para condená-la? — ele havia pergunta do. Ainda existe um que pode fazê-lo, pensa ela. E ela se volta para ele.
O que ele deseja? O que fará?
Talvez ela esperasse que ele a censurasse. Talvez esperasse que ele se afastasse dela. Não estou certo, mas uma coisa eu sei: O que ela recebeu era algo que jamais esperava. Recebeu uma promessa e uma ordem.
A promessa: "Então nem eu tampouco a condeno."
A ordem: "Vá e não peque mais."
A mulher volta-se e caminha para o anonimato. Ninguém mais a vê ou ouve falar dela. Mas de uma coisa podemos ter certeza: naquela manhã em Jerusalém, ela viu Jesus e Jesus a viu. E se pudéssemos de alguma forma transportá-la ao Rio de Janeiro e permitir que ela se postasse à base do Cristo Redentor, sei qual seria a sua reação.
— Esse não é o Jesus que vi — diria ela. E estaria certa. Pois o Jesus que viu não tinha coração duro. E o Jesus que a viu não tinha olhos cegos.
Contudo, se pudéssemos de algum modo transportá-la ao Calvário e permitir que ela se postasse à base da cruz. . . você sabe o que ela diria. "É ele", murmuraria. "É ele."
Ela lhe reconheceria as mãos. As únicas mãos que não haviam segurado pedras naquele dia foram as dele. E também nesse dia não seguram pedras. Ela lhe reconheceria a voz. E mais áspera e mais fraca, mas as palavras são as mesmas: "Pai, perdoa-lhes. . ." E lhe reconheceria os olhos. Como poderia jamais esquecer-se daqueles olhos? Límpidos e cheios de lágrimas. Olhos que a viam não como era, mas como deveria ter sido. – do livro “Seis Horas de uma Sexta-Feira” de Max Lucado, Copyright Editora Vida (1994).
de Max Lucado
Pouco mais de vinte e sete metros de altura. Mil trezentas e vinte toneladas de concreto armado. Posicionada numa montanha dois mil e quatrocentos metros acima do nível do mar. E a famosa estátua do Cristo Redentor que se eleva acima da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.
Não há turista que vá ao Rio e não serpenteie ladeira acima no Corcovado para ver esse agigantado monumento. Apenas a cabeça tem quase três metros de altura. A envergadura de ponta a ponta dos dedos — quase vinte metros.
Quando morei no Rio, vi a estátua dezenas de vezes. Mas nenhuma vez me impressionou tanto quanto a primeira.
Eu era estudante universitário passando férias no Brasil. Exceto por escapadelas através da fronteira mexicana, esta era a minha primeira viagem fora dos Estados Unidos. Conhecia esse monumento apenas por meio da revista National Geographic.
Iria descobrir que nenhuma revista pode verdadeiramente captar o esplendor do Cristo Redentor.
Abaixo de mim estava o Rio. Sete milhões de pessoas fervilhando nas luxuriantes montanhas verdes que se precipitam no azul vivo do Atlântico. Atrás de mim estava a estátua do Cristo Redentor. Enquanto olhava a gigantesca estátua através de minha lente telefoto, duas ironias me chamaram a atenção.
Não podia deixar de notar os olhos cegos. Ora, sei o que você está pensando — todas as estátuas têm olhos cegos. Você está certo, têm mesmo. Mas é como se o escultor dessa estátua tivesse tencionado que os olhos fossem cegos. Não há pupilas para sugerir visão. Não há círculos para sugerir vista. Há apenas aberturas bem arredondadas.
Abaixei a máquina fotográfica até a cintura. Que espécie de redentor é este? Cego? Olhos fixos no horizonte, recusando-se a ver a massa do povo a seus pés?
Vi a segunda ironia quando novamente ergui a minha má-quina. Fui acompanhando as feições para baixo; passei pelo nariz forte, passei pelo queixo proeminente, passei pelo pescoço. Meu foco se deteve no manto da estátua. No lado de fora do manto está um coração. Um coração bem curvo. Um coração simples.
Um coração de pedra.
O simbolismo involuntário me abalou. Que espécie de redentor é este? Coração feito de pedra? Mantido firme, não com paixão e amor, mas com concreto e argamassa. Que espécie de redentor é este? Olhos cegos e coração de pedra?
Desde então aprendi a resposta à minha própria pergunta: Que tipo de redentor é esse? Exatamente a espécie de redentor que a maioria das pessoas tem.
Oh, a maioria das pessoas não admitiria que tem um redentor cego e com um coração de pedra. Mas olhe com mais atenção.
Para alguns, Jesus é um amuleto para dar sorte. O "Redentor Pata de Coelho". Tamanho de bolso. Conveniente. Facilmente empacotável. Facilmente compreendido. Facilmente diagramado. Pode-se colocar seu retrato na parede ou pode-se colocá-lo na carteira como seguro. Pode-se emoldurá-lo. Dependurá-lo no espelho retrovisor ou colá-lo no painel de instrumentos.
A especialidade desse redentor? Livrá-lo de uma enrascada. Precisa de um lugar para estacionar? Esfregue o redentor. Precisa de ajuda num teste? Tire para fora a pata de coelho. Não é preciso ter um relacionamento com ele. Não é preciso amá-lo. Apenas mantê-lo no bolso perto do seu trevo de quatro folhas.
Para muitos, ele é um "Redentor Lâmpada de Aladim". Novos empregos. Cadilaques cor-de-rosa. Cônjuges novos e melhorados. Seu desejo é uma ordem para ele. E melhor ainda, ele convenientemente volta para dentro da lâmpada quando você j á não o quer por ali. Para outros, Jesus é um "Redentor Silvio Santos". "Está bem, Jesus, façamos um trato. Cinqüenta e dois domingos por ano, colocarei uma fantasia — paletó e gravata, chapéu e meias — e aguentarei qualquer sermão que jogar para o meu lado. Em troca, você me dá a graça que fica atrás do portal de pérola número três."
O Redentor Pata de Coelho. O Redentor Lâmpada de Aladim. O Redentor Sílvio Santos. Poucas exigências, nenhum desafio. Nenhuma necessidade de sacrifício. Nenhuma necessidade de dedicação.
Redentores sem vista e sem coração. Redentores sem poder. Não é assim o Redentor do Novo Testamento.
Compare o Cristo cego que vi no Rio com o Cristo compassivo visto por uma mulher amedrontada certa madrugada em Jerusalém (João 8:1-11).
Raia o dia. O sol nascente estende um cobertor dourado por sobre as ruas da cidade. Diamantes de orvalho agarram-se às folhinhas de grama. Um gato se espreguiça ao despertar. Os ruídos são esparsos.
Um galo entoa seu recital matutino.
Um cão ladra para dar as boas vindas ao dia.
Um camelô desce a rua arrastando os pés, seus artigos às costas.
E um jovem carpinteiro fala no pátio do Templo.
Jesus está sentado, cercado por um grupo de ouvintes. Alguns movem as cabeças assentindo e abrem os corações em obediência. Aceitaram o mestre como seu mestre e estão aprendendo a aceitá-lo como seu Senhor.
Outros são curiosos, querem crer, mas estão desconfiados desse homem cujas reivindicações forçam tanto os limites da crença.
Quer curiosos, quer convencidos, eles ouvem atentamente. Levantaram-se cedinho. Havia algo com relação às palavras dele que era mais confortador do que o sono.
Não sabemos qual o seu tópico naquela manhã. Oração, talvez. Ou talvez bondade ou ansiedade. Mas fosse qual fosse, logo foi interrompido quando um bando de gente invadiu o pátio.
Determinados, eles irrompem de uma rua estreita e dirigem-se a Jesus pisando duro. Os ouvintes se amontoam para abrir-lhes caminho. A horda é constituída de líderes religiosos, os presbíteros e diáconos daquela época. Homens respeitados e importantes. E lutando para manter o equilíbrio na crista dessa onda bravia encontra-se uma mulher semi-despida.
Apenas momentos antes, estivera na cama com um homem que não o seu marido. Era assim que ela ganhava a vida? Talvez sim. Talvez não. Talvez o marido tivesse partido, seu coração estivesse solitário, o toque do estranho fosse cálido, e antes que pudesse perceber o que fazia, ela o havia feito. Não sabemos.
Mas sabemos que uma porta foi aberta à força e ela foi arrancada de uma cama. Mal teve tempo de cobrir o corpo antes de ser arrastada para a rua por dois homens da idade de seu pai. Que pensamentos lhe percorriam a mente enquanto ela se debatia para manter-se em pé?
Vizinhos curiosos enfiavam as cabeças por janelas abertas. Cães sonolentos ladravam para o tumulto.
E agora, com passadas decididas, a turba se precipita para o mestre. Jogam a mulher na sua direção. Ela quase cai.
— Encontramos esta mulher na cama com um homem! — Brada o líder. — A lei diz para apedrejá-la. O que o senhor diz?
Arrogantes com coragem emprestada, eles dão um sorrizinho afetado enquanto observam o rato ir atrás do queijo.
A mulher esquadrinha os rostos, faminta por um olhar compassivo. Não encontra nenhum. Pelo contrário, só vê acusação. Olhos semicerrados. Lábios apertados. Dentes rangendo Olhares que sentenciam sem ver.
Corações de pedra, frios, que condenam ser sentir.
Ela abaixa o olhar e vê pedras nas mãos deles — as pedras da justiça cujo propósito é o de, com pedradas, arrancar-lhe a lascívia do coração. Os homens apertam-nas tanto que as pontas dos dedos ficam brancas. Apertam-nas como se as pedras fossem o pescoço desse pregador que eles odeiam.
Em seu desespero, ela olha para o Mestre. Os olhos dele não têm o brilho feroz. "Não se preocupe," sussurram aqueles olhos, "está tudo bem." E pela primeira vez aquela manhã, ela vê bondade.
Quando Jesus a enxergou, o que viu? Viu-a como um pai vê a filha crescida ao entrar na igreja rumo ao altar nupcial? A mente do pai volta correndo pelo tempo, vendo sua menina crescer novamente — das fraldas às bonecas. Das salas de aula aos namorados. Da festa de formatura ao dia do casamento. O pai vê tudo isso ao olhar para a filha.
Quando Jesus olhou para essa filha, será que sua mente correu de volta no tempo? Será que ele reviveu o ato de formar essa filha no céu? Será que ele a via como a criara originalmente? O que deseja que façamos com ela?
Ele poderia ter perguntado por que não haviam trazido o homem. A Lei o condenava da mesma forma. Ele poderia ter perguntado porque estavam subitamente tirando o pó de uma velha ordem que havia ficado nas prateleiras por séculos. Mas não o fez.
Apenas ergueu a cabeça e falou:
— Acho que, se nunca cometeram um erro, têm o direito de apedrejar esta mulher. Voltou para baixo o olhar e começou a desenhar na terra outra vez.
Alguém pigarreou como que para falar, mas ninguém falou. Pés se arrastaram. Olhos baixaram. Então ploque...ploque.. . ploque... pedras caíram ao chão.
E eles se afastaram. A começar pelo de barba mais branca e terminando com o de mais preta, eles se voltaram e partiram. Chegaram como se fossem um, mas se retiraram um a um. Jesus disse à mulher que erguesse o olhar.
— Não há ninguém para condená-la? — Ele sorriu quando ela ergueu a cabeça. Ela não viu ninguém, apenas pedras — cada qual uma lápide em miniatura para marcar o túmulo da arrogância de um homem.
— Não há ninguém para condená-la? — ele havia pergunta do. Ainda existe um que pode fazê-lo, pensa ela. E ela se volta para ele.
O que ele deseja? O que fará?
Talvez ela esperasse que ele a censurasse. Talvez esperasse que ele se afastasse dela. Não estou certo, mas uma coisa eu sei: O que ela recebeu era algo que jamais esperava. Recebeu uma promessa e uma ordem.
A promessa: "Então nem eu tampouco a condeno."
A ordem: "Vá e não peque mais."
A mulher volta-se e caminha para o anonimato. Ninguém mais a vê ou ouve falar dela. Mas de uma coisa podemos ter certeza: naquela manhã em Jerusalém, ela viu Jesus e Jesus a viu. E se pudéssemos de alguma forma transportá-la ao Rio de Janeiro e permitir que ela se postasse à base do Cristo Redentor, sei qual seria a sua reação.
— Esse não é o Jesus que vi — diria ela. E estaria certa. Pois o Jesus que viu não tinha coração duro. E o Jesus que a viu não tinha olhos cegos.
Contudo, se pudéssemos de algum modo transportá-la ao Calvário e permitir que ela se postasse à base da cruz. . . você sabe o que ela diria. "É ele", murmuraria. "É ele."
Ela lhe reconheceria as mãos. As únicas mãos que não haviam segurado pedras naquele dia foram as dele. E também nesse dia não seguram pedras. Ela lhe reconheceria a voz. E mais áspera e mais fraca, mas as palavras são as mesmas: "Pai, perdoa-lhes. . ." E lhe reconheceria os olhos. Como poderia jamais esquecer-se daqueles olhos? Límpidos e cheios de lágrimas. Olhos que a viam não como era, mas como deveria ter sido. – do livro “Seis Horas de uma Sexta-Feira” de Max Lucado, Copyright Editora Vida (1994).
A benevolência
A Benevolência do Cristão e da Igreja
de Dennis Downing
O que é que você sente quando alguém chega para você na rua e pede esmola?
O que é que você pensa quando alguém chega na sua casa e bate palmas, pedindo alimentos?
Desconfiança?
Será que é ladrão?
Aonde ele/ela vai gastar este dinheiro?
Será que esta pessoa vai desperdiçar o que eu der?
Será que ela está pedindo comida porque gastou o dinheiro em coisas fúteis como jogos de azar, bebida, drogas?
A grande pergunta, cuja resposta nesta hora sempre queremos saber é: “O que é que ela vai fazer com meu dinheiro?
Você quer saber se seu dinheiro vai ser jogado fora, ou usado em coisas erradas, ou se vai ser gasto em algo que a pessoa realmente precisa.
Antes de fazer esta pergunta, como seria se fizéssemos algumas outras perguntas para nós mesmos?
1. Como seria se Deus agisse assim em relação a nós cada vez que nós gastamos o dinheiro que temos?
Vamos supor que eu vou dar R$5 para a pessoa pedindo de mim. Se eu souber que ela vai gastar 50 centavos em comida e R$4.50 em jogos de azar, eu não devo dar, certo? (Eu não quero ela jogando fora dinheiro em coisas fúteis.)
Imagine agora, Deus olhando para mim. Dificilmente eu dou mais de 50 centavos para um morador de rua. Mas, se eu gastar R$15 em um CD de música ou você gastar por um par de brincos ou uma revista de moda ou notícias da semana, como fica?
No final das contas, qual a diferença nos olhos de Deus, entre eu, ou você, e o morador de rua?
Ele não precisava do jogo de azar.
Mas, eu não precisava daquele CD ou você daquele par de brincos ou aquela revista.
De fato, se paramos para pensar, qual é pior?
Um homem que só tem $R5 para comer e come mau, ou um homem que, em comparação, tem muito dinheiro, poderia ajudar muitos pobres a comerem, mas usa seu dinheiro em coisas fúteis e desnecessárias?
Se eu espero que os poucos pobres que eu vou ajudar ao meu redor usem da forma mais responsável seu pouco dinheiro, qual a lógica que me dá o direito de usar de forma irresponsável o dinheiro que eu tenho, só porque tenho bastante?
2. Pensamos ainda naquela pessoa que chega pedindo dinheiro ou comida.
Nem todo mundo que está desempregado, pedindo esmola ou comida, etc. é ladrão ou preguiçoso.
Nas igrejas onde servi, já vimos vários irmãos e irmãs que sairiam de seu emprego, um emprego bom, com bom salário porque recusaram mentir. Já vimos vários irmãos perderem um salário excelente, porque recusaram trabalhar com “caixa dois”, pagar propina, ou coisas semelhantes.
Há vários irmãos, que, por serem honestos e corretos não conseguem emprego.
Outros não aceitam certos empregos porque prejudicaria sua vida espiritual.
Outros, como meu irmão, porque resolveram, ao em vez de dar um calote, fazer a coisa certa, acabam com grandes dívidas que levam anos para pagar.
Preguiçoso? Irresponsável?
Vemos entre nós, Cristãos honestos, bons, trabalhadores, que estão sofrendo as conseqüências de grandes mudanças na economia e na sociedade.
Há muitas outras pessoas lá fora, sofrendo da mesma forma, sem merecer, sem ter feito nada de errado, mas simplesmente porque ficaram desempregados e não conseguem trabalho nenhum.
Ficamos naturalmente desconfiados de estranhos.
Mas, deveríamos lembrar, muitos destes estranhos são pessoas boas, honestas e trabalhadores, como nós, mas que simplesmente perderam tudo ou quase tudo e estão precisando de ajuda.
Eles estão pedindo porque não querem roubar.
Mas, se aqueles que mais deveriam ajudar, que mais do que o governo ou a sociedade, tem um mandato para ajudar os necessitados, se aqueles (nós) viramos as costas, será que devemos ficar surpresos com o aumento na violência no país todo?
Vamos fazer, cada um, o que pode para acolher e ajudar o necessitado, primeiro dos da família da fé, mas, também daqueles que não tem mais para onde virar.
Se não podem virar para Deus e sua família, para onde virarão?
Acredito que a grande maioria de nós tentamos ser bons despenseiros dos recursos que Deus colocou à nossa disposição. Nós vemos tantos necessitados ao nosso redor e ficamos frustrados, porque queremos ajudar, mas não sabemos como e até ficamos desanimados vendo tantos que carecem de tanta coisa básica.
Mas, acredito que quase todos nós temos como melhorar.
Hoje, você pode pensar que não tem dinheiro o suficiente para suas próprias necessidades, mas amanhã pode ser diferente.
A medida que a qualidade de vida melhora, nossa responsabilidade aumenta.
Em seguida, vamos examinar algumas dúvidas a respeito do uso do dinheiro de Cristãos.
I. Uma dúvida: Deus não disse que sempre haveria pobres?
João 12:8 “Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim, nem sempre me tendes;”
Deut 15:11 “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a tua mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.”
O contexto do pronunciamento de Jesus sobre a pobreza foi de Maria de Betânia ungindo os pés de Jesus.
Jesus defende o ato carinhoso, e ao mesmo tempo extravagante de Maria, dizendo que o tempo dele entre os discípulos é curto, e por isso o ato dela é válido.
O ponto dEle não é de minimizar a benevolência aos pobres, mas, de enfatizar a importância de um ato de amor feito para ele e questionado pelos discípulos.
Notamos também que o contexto da citação de Jesus (Deut 15:11) é justamente da necessidade de ajudar os pobres e necessitados e não de poder ignorá-los.
Notamos que quem acabou sendo reprovado foi o próprio Judas, que dava mais valor ao dinheiro do que ao Mestre.
Maria, cuja família evidentemente tinha bens, não fechou sua mão para a ajuda que o Senhor precisava. Devemos lembrar que o mesmo Jesus disse que quando ajudamos pessoas que faltam comida, moradia ou roupa, estamos ajudando ele “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” - Mateus 25:40
II. Outra dúvida: Paulo não disse “quem não trabalhe, não come”?
2 Tess 3:10 “se alguém não quer trabalhar, não coma.”
Paulo não disse que quem “não trabalha” não deve receber ajuda, mas que quem “não quer” trabalhar não deve receber ajuda.
O contexto foi uma situação em que membros da igreja em Tessalônica que eram preguiçosos e desocupados, davam um mau testemunho do Cristianismo.
Há muitos Cristãos que querem trabalhar, mas, não conseguem emprego.
- Irmãos que recusam mentir ou colaborar com a corrupção.
- Irmãos que perderam emprego sem motivo.
- Irmãos com despesas demais cuidando de outros familiares.
É verdade que aquele que não quer trabalhar não deve receber ajuda, mas, também devemos lembrar que aquele que trabalha, (e que, graças a Deus conseguiu um trabalho), trabalha para que ele possa ajudar o necessitado. Ele deve cumprir um mandato para ajudar.
Efésios 4:28 “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com suas próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.”
É bom nos preocuparmos com o trabalho dos outros e se realmente devem ser ajudados. Mas, é igualmente importante examinarmos as nossas próprias vidas e nos perguntar, será que estou cumprindo com meu dever de ajudar, já que, graças a Deus, eu tenho emprego?
III. Outra dúvida: Quem deve ser ajudado?A Bíblia não diz para ajudar “principalmente” os irmãos?
Gal 6:10 “façamos o bem a todos, mas, especialmente aos da família da fé.” (NVI)
Paulo de fato diz para ajudar “a todos.” Quando ele diz “especialmente” ou “principalmente” é com ênfase, mas não exclusividade.
1 Tim 5:8 “se alguém não cuidar dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.”
É para só cuidar dos membros da sua própria família? Não.
Mas, é para começar a cuidar deles e também ajudar os outros.
É uma questão de prioridade e não de escolher entre um ou outro. A pergunta não é ou Cristão ou não-Cristão, mas Cristão primeiro e depois o não-Cristão.
Devemos ajudar até nossos inimigos: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber...” - Rom 12:20. Se até os nossos inimigos devemos ajudar, é claro que estão incluídas todas as outras pessoas que encontramos, sendo Cristão ou não.
Quando Jesus mandou o “jovem rico” vender tudo que tinha, ele disse “vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu...” Mat 19:21
É interessante notar que Jesus não disse dar aos pobres crentes ou os pobres discípulos. Ele simplesmente disse “dá aos pobres.”
Concluímos esta mensagem vendo o seguinte:
Deus tem sido não somente bondoso, mas, paciente para conosco. Por mais que tenhamos tentado ser bons despenseiros, todos devem reconhecer que poderiam administrar melhor seus bens.
Há pessoas ao nosso redor que, por falta de boa administração às vezes acabam perdendo todos seus bens. Outros, quando recebem algo, não sabem gastar bem. Isto nem sempre é por pura má vontade. Muitas vezes, é por falta de preparo ou imaturidade.
Nós Cristãos, beneficiados pela amor e paciência de Deus para conosco, devemos ser os primeiros a ajudar os outros quando precisam.
Mesmo sempre havendo pobreza e muita pobreza ao nosso redor, isto não nos ausenta de responsabilidade. Pelo contrário, temos que nos esforçar mais ainda.
Quando pessoas recusam se esforçar ou tentar trabalhar, a Bíblia diz claramente que não devem receber ajuda. Mas, é preciso ter muito cuidado em determinar quando isto é o caso. E, não sendo o caso, devemos estar sempre prontos para ajudar.
A responsabilidade de ajudar os necessitados se estende primeiro à família própria, depois à família da fé e finalmente a todos ao nosso redor.
Uma bênção muitas vezes escondida de nós e que, ajudando um desconhecido que talvez nunca mais veremos nesta vida, podemos um dia ser surpreendido pelo próprio Jesus revelando que foi a Ele mesmo que demos ajuda.
Que Deus nos ilumine e enche os nossos corações com o desejo de imitar nosso bom Mestre em ajudar a quem puder enquanto estamos aqui.
Copyright © 2005 Dennis Downing. Todos os direitos reservados.
de Dennis Downing
O que é que você sente quando alguém chega para você na rua e pede esmola?
O que é que você pensa quando alguém chega na sua casa e bate palmas, pedindo alimentos?
Desconfiança?
Será que é ladrão?
Aonde ele/ela vai gastar este dinheiro?
Será que esta pessoa vai desperdiçar o que eu der?
Será que ela está pedindo comida porque gastou o dinheiro em coisas fúteis como jogos de azar, bebida, drogas?
A grande pergunta, cuja resposta nesta hora sempre queremos saber é: “O que é que ela vai fazer com meu dinheiro?
Você quer saber se seu dinheiro vai ser jogado fora, ou usado em coisas erradas, ou se vai ser gasto em algo que a pessoa realmente precisa.
Antes de fazer esta pergunta, como seria se fizéssemos algumas outras perguntas para nós mesmos?
1. Como seria se Deus agisse assim em relação a nós cada vez que nós gastamos o dinheiro que temos?
Vamos supor que eu vou dar R$5 para a pessoa pedindo de mim. Se eu souber que ela vai gastar 50 centavos em comida e R$4.50 em jogos de azar, eu não devo dar, certo? (Eu não quero ela jogando fora dinheiro em coisas fúteis.)
Imagine agora, Deus olhando para mim. Dificilmente eu dou mais de 50 centavos para um morador de rua. Mas, se eu gastar R$15 em um CD de música ou você gastar por um par de brincos ou uma revista de moda ou notícias da semana, como fica?
No final das contas, qual a diferença nos olhos de Deus, entre eu, ou você, e o morador de rua?
Ele não precisava do jogo de azar.
Mas, eu não precisava daquele CD ou você daquele par de brincos ou aquela revista.
De fato, se paramos para pensar, qual é pior?
Um homem que só tem $R5 para comer e come mau, ou um homem que, em comparação, tem muito dinheiro, poderia ajudar muitos pobres a comerem, mas usa seu dinheiro em coisas fúteis e desnecessárias?
Se eu espero que os poucos pobres que eu vou ajudar ao meu redor usem da forma mais responsável seu pouco dinheiro, qual a lógica que me dá o direito de usar de forma irresponsável o dinheiro que eu tenho, só porque tenho bastante?
2. Pensamos ainda naquela pessoa que chega pedindo dinheiro ou comida.
Nem todo mundo que está desempregado, pedindo esmola ou comida, etc. é ladrão ou preguiçoso.
Nas igrejas onde servi, já vimos vários irmãos e irmãs que sairiam de seu emprego, um emprego bom, com bom salário porque recusaram mentir. Já vimos vários irmãos perderem um salário excelente, porque recusaram trabalhar com “caixa dois”, pagar propina, ou coisas semelhantes.
Há vários irmãos, que, por serem honestos e corretos não conseguem emprego.
Outros não aceitam certos empregos porque prejudicaria sua vida espiritual.
Outros, como meu irmão, porque resolveram, ao em vez de dar um calote, fazer a coisa certa, acabam com grandes dívidas que levam anos para pagar.
Preguiçoso? Irresponsável?
Vemos entre nós, Cristãos honestos, bons, trabalhadores, que estão sofrendo as conseqüências de grandes mudanças na economia e na sociedade.
Há muitas outras pessoas lá fora, sofrendo da mesma forma, sem merecer, sem ter feito nada de errado, mas simplesmente porque ficaram desempregados e não conseguem trabalho nenhum.
Ficamos naturalmente desconfiados de estranhos.
Mas, deveríamos lembrar, muitos destes estranhos são pessoas boas, honestas e trabalhadores, como nós, mas que simplesmente perderam tudo ou quase tudo e estão precisando de ajuda.
Eles estão pedindo porque não querem roubar.
Mas, se aqueles que mais deveriam ajudar, que mais do que o governo ou a sociedade, tem um mandato para ajudar os necessitados, se aqueles (nós) viramos as costas, será que devemos ficar surpresos com o aumento na violência no país todo?
Vamos fazer, cada um, o que pode para acolher e ajudar o necessitado, primeiro dos da família da fé, mas, também daqueles que não tem mais para onde virar.
Se não podem virar para Deus e sua família, para onde virarão?
Acredito que a grande maioria de nós tentamos ser bons despenseiros dos recursos que Deus colocou à nossa disposição. Nós vemos tantos necessitados ao nosso redor e ficamos frustrados, porque queremos ajudar, mas não sabemos como e até ficamos desanimados vendo tantos que carecem de tanta coisa básica.
Mas, acredito que quase todos nós temos como melhorar.
Hoje, você pode pensar que não tem dinheiro o suficiente para suas próprias necessidades, mas amanhã pode ser diferente.
A medida que a qualidade de vida melhora, nossa responsabilidade aumenta.
Em seguida, vamos examinar algumas dúvidas a respeito do uso do dinheiro de Cristãos.
I. Uma dúvida: Deus não disse que sempre haveria pobres?
João 12:8 “Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim, nem sempre me tendes;”
Deut 15:11 “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a tua mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.”
O contexto do pronunciamento de Jesus sobre a pobreza foi de Maria de Betânia ungindo os pés de Jesus.
Jesus defende o ato carinhoso, e ao mesmo tempo extravagante de Maria, dizendo que o tempo dele entre os discípulos é curto, e por isso o ato dela é válido.
O ponto dEle não é de minimizar a benevolência aos pobres, mas, de enfatizar a importância de um ato de amor feito para ele e questionado pelos discípulos.
Notamos também que o contexto da citação de Jesus (Deut 15:11) é justamente da necessidade de ajudar os pobres e necessitados e não de poder ignorá-los.
Notamos que quem acabou sendo reprovado foi o próprio Judas, que dava mais valor ao dinheiro do que ao Mestre.
Maria, cuja família evidentemente tinha bens, não fechou sua mão para a ajuda que o Senhor precisava. Devemos lembrar que o mesmo Jesus disse que quando ajudamos pessoas que faltam comida, moradia ou roupa, estamos ajudando ele “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” - Mateus 25:40
II. Outra dúvida: Paulo não disse “quem não trabalhe, não come”?
2 Tess 3:10 “se alguém não quer trabalhar, não coma.”
Paulo não disse que quem “não trabalha” não deve receber ajuda, mas que quem “não quer” trabalhar não deve receber ajuda.
O contexto foi uma situação em que membros da igreja em Tessalônica que eram preguiçosos e desocupados, davam um mau testemunho do Cristianismo.
Há muitos Cristãos que querem trabalhar, mas, não conseguem emprego.
- Irmãos que recusam mentir ou colaborar com a corrupção.
- Irmãos que perderam emprego sem motivo.
- Irmãos com despesas demais cuidando de outros familiares.
É verdade que aquele que não quer trabalhar não deve receber ajuda, mas, também devemos lembrar que aquele que trabalha, (e que, graças a Deus conseguiu um trabalho), trabalha para que ele possa ajudar o necessitado. Ele deve cumprir um mandato para ajudar.
Efésios 4:28 “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com suas próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.”
É bom nos preocuparmos com o trabalho dos outros e se realmente devem ser ajudados. Mas, é igualmente importante examinarmos as nossas próprias vidas e nos perguntar, será que estou cumprindo com meu dever de ajudar, já que, graças a Deus, eu tenho emprego?
III. Outra dúvida: Quem deve ser ajudado?A Bíblia não diz para ajudar “principalmente” os irmãos?
Gal 6:10 “façamos o bem a todos, mas, especialmente aos da família da fé.” (NVI)
Paulo de fato diz para ajudar “a todos.” Quando ele diz “especialmente” ou “principalmente” é com ênfase, mas não exclusividade.
1 Tim 5:8 “se alguém não cuidar dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.”
É para só cuidar dos membros da sua própria família? Não.
Mas, é para começar a cuidar deles e também ajudar os outros.
É uma questão de prioridade e não de escolher entre um ou outro. A pergunta não é ou Cristão ou não-Cristão, mas Cristão primeiro e depois o não-Cristão.
Devemos ajudar até nossos inimigos: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber...” - Rom 12:20. Se até os nossos inimigos devemos ajudar, é claro que estão incluídas todas as outras pessoas que encontramos, sendo Cristão ou não.
Quando Jesus mandou o “jovem rico” vender tudo que tinha, ele disse “vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu...” Mat 19:21
É interessante notar que Jesus não disse dar aos pobres crentes ou os pobres discípulos. Ele simplesmente disse “dá aos pobres.”
Concluímos esta mensagem vendo o seguinte:
Deus tem sido não somente bondoso, mas, paciente para conosco. Por mais que tenhamos tentado ser bons despenseiros, todos devem reconhecer que poderiam administrar melhor seus bens.
Há pessoas ao nosso redor que, por falta de boa administração às vezes acabam perdendo todos seus bens. Outros, quando recebem algo, não sabem gastar bem. Isto nem sempre é por pura má vontade. Muitas vezes, é por falta de preparo ou imaturidade.
Nós Cristãos, beneficiados pela amor e paciência de Deus para conosco, devemos ser os primeiros a ajudar os outros quando precisam.
Mesmo sempre havendo pobreza e muita pobreza ao nosso redor, isto não nos ausenta de responsabilidade. Pelo contrário, temos que nos esforçar mais ainda.
Quando pessoas recusam se esforçar ou tentar trabalhar, a Bíblia diz claramente que não devem receber ajuda. Mas, é preciso ter muito cuidado em determinar quando isto é o caso. E, não sendo o caso, devemos estar sempre prontos para ajudar.
A responsabilidade de ajudar os necessitados se estende primeiro à família própria, depois à família da fé e finalmente a todos ao nosso redor.
Uma bênção muitas vezes escondida de nós e que, ajudando um desconhecido que talvez nunca mais veremos nesta vida, podemos um dia ser surpreendido pelo próprio Jesus revelando que foi a Ele mesmo que demos ajuda.
Que Deus nos ilumine e enche os nossos corações com o desejo de imitar nosso bom Mestre em ajudar a quem puder enquanto estamos aqui.
Copyright © 2005 Dennis Downing. Todos os direitos reservados.
quarta-feira, 12 de março de 2014
O Ateu e o Ovo
Reflexões Evangélicas
--------------------------------------------------------------------------------
O Ateu e o Ovo
Posted: 11 Mar 2014 08:00 PM PDT
Baixar imagensPróximo da Páscoa, o professor de Ciências de uma escola inicia a sua aula com a seguinte frase "A historia da Páscoa é um mito". "Jesus não saiu do túmulo," continuou, "mas, primeiramente, não existe nenhum Deus no céu que possa permitir que seu filho seja crucificado.” •
"Senhor, eu acredito em Deus", Jimmy protestou. "E eu acredito que ele ressuscitou!”.
"Jimmy, você pode acreditar no que você quiser, é claro," o professor respondeu. "Porem, no mundo real não existe a possibilidade de tais milagres, como a ressurreição. Ninguém que acredite em milagres pode respeitar a ciência."
"Deus não é limitado pela ciência," Jimmy respondeu. "Ele criou a ciência!”
Incomodado com o modo como Jimmy defendia sua fé, o professor propôs um experimento cientifico. Foi até a geladeira e pegou um ovo de galinha.
"Eu vou deixar este ovo cair no chão," começou o professor. "A gravidade vai fazer com que ele caia no chão e se despedace. "Olhando fixamente para Jimmy, ele continuou: "Agora, Jimmy, eu quero que você faça uma oração e peça ao seu deus para que quando eu soltar este ovo ele não caia no chão e se quebre. E se ele conseguir fazer isto, você terá provado que Deus existe, e eu terei que admitir isso."
Após pensar por um momento sobre o desafio, Jimmy lentamente começou sua oração.
"Querido Pai celeste," ele iniciou. "Eu peço que quando o meu professor soltar este ovo, ele caia no chão e se quebre em uma centena de pedaços! E também, Senhor, eu peço que quando este ovo se quebrar, meu professor tenha um ataque cardíaco fulminante e morra. Amem
Após os cochichos da classe, veio um silencio fúnebre. Por um momento o professor não fez nada. E por fim ele olhou para o Jimmy e depois para o ovo. E, sem dar uma palavra, ele cuidadosamente recolocou o ovo na geladeira.
"Classe dispensada" disse o professor enquanto sentava na sua cadeira.
O professor aparentemente acreditava mais em Deus do que ele mesmo imaginava. Muitas pessoas são como este professor, pois negam que Deus existe, mas correm para ele nos momentos difíceis. Porém questionam, e o atacam todas as vezes que têm chance. Jimmy sabia que Deus não iria matar o seu professor naquele momento, mas também sabia que seu professor não apostaria sua vida por um ovo.
Quando sua vida está em jogo a ideia de que Deus existe parece fazer mais sentido.
João 10:11 "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”
Autor desconhecido
--------------------------------------------------------------------------------
O Ateu e o Ovo
Posted: 11 Mar 2014 08:00 PM PDT
Baixar imagensPróximo da Páscoa, o professor de Ciências de uma escola inicia a sua aula com a seguinte frase "A historia da Páscoa é um mito". "Jesus não saiu do túmulo," continuou, "mas, primeiramente, não existe nenhum Deus no céu que possa permitir que seu filho seja crucificado.” •
"Senhor, eu acredito em Deus", Jimmy protestou. "E eu acredito que ele ressuscitou!”.
"Jimmy, você pode acreditar no que você quiser, é claro," o professor respondeu. "Porem, no mundo real não existe a possibilidade de tais milagres, como a ressurreição. Ninguém que acredite em milagres pode respeitar a ciência."
"Deus não é limitado pela ciência," Jimmy respondeu. "Ele criou a ciência!”
Incomodado com o modo como Jimmy defendia sua fé, o professor propôs um experimento cientifico. Foi até a geladeira e pegou um ovo de galinha.
"Eu vou deixar este ovo cair no chão," começou o professor. "A gravidade vai fazer com que ele caia no chão e se despedace. "Olhando fixamente para Jimmy, ele continuou: "Agora, Jimmy, eu quero que você faça uma oração e peça ao seu deus para que quando eu soltar este ovo ele não caia no chão e se quebre. E se ele conseguir fazer isto, você terá provado que Deus existe, e eu terei que admitir isso."
Após pensar por um momento sobre o desafio, Jimmy lentamente começou sua oração.
"Querido Pai celeste," ele iniciou. "Eu peço que quando o meu professor soltar este ovo, ele caia no chão e se quebre em uma centena de pedaços! E também, Senhor, eu peço que quando este ovo se quebrar, meu professor tenha um ataque cardíaco fulminante e morra. Amem
Após os cochichos da classe, veio um silencio fúnebre. Por um momento o professor não fez nada. E por fim ele olhou para o Jimmy e depois para o ovo. E, sem dar uma palavra, ele cuidadosamente recolocou o ovo na geladeira.
"Classe dispensada" disse o professor enquanto sentava na sua cadeira.
O professor aparentemente acreditava mais em Deus do que ele mesmo imaginava. Muitas pessoas são como este professor, pois negam que Deus existe, mas correm para ele nos momentos difíceis. Porém questionam, e o atacam todas as vezes que têm chance. Jimmy sabia que Deus não iria matar o seu professor naquele momento, mas também sabia que seu professor não apostaria sua vida por um ovo.
Quando sua vida está em jogo a ideia de que Deus existe parece fazer mais sentido.
João 10:11 "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”
Autor desconhecido
Assinar:
Postagens (Atom)