A BUSCA DA FELICIDADE
Charles Finney
Quando
os homens se dedicam a buscar o prazer como um objetivo, sem dúvida vão
fracassar em consegui-lo. Toda busca assim é precisamente em vão. A
benevolência leva a alma mais além de si mesma, e a dispõe a fazer a felicidade
dos outros. Só então se consegue a própria felicidade.
“E
dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada
dia a sua cruz, e siga-me”. Lucas 9.23
Por que
Cristo exige tal coisa de nós?
Nós
temos uma natureza espiritual e moral além da física. Temos uma consciência e
temos afetos referentes a Deus, como também os temos com respeito as coisas
terrenas.
Os
homens estão despertos para a comunhão e amizade terrenas, mas mortos para
comunhão e amizade com Deus. Este lado espiritual de nossa natureza necessita
ser cultivado. Mas para conseguirmos isso é indispensável que o lado mundano
seja afastado.
A
satisfação que conseguimos ao negar-nos a nós mesmos é preciosa. É rica em
qualidade e profunda e larga como o oceano em sua importância.
Qualquer
homem, portanto, pode permitir-se se negar a si mesmo, pois com isso abre seu
coração aos gozos da vida imortal e à paz. Este é o caminho real da felicidade.
A alma
anela intensamente e ama a comunhão com Deus.
Deves
ter a Jesus por amigo ou carecer de amigos para sempre. Tua mesma natureza
exige que busques a Deus como teu Deus – como Rei de sua vida – a porção de tua
alma para a felicidade.
Os que
estão ainda em seus pecados não têm ideia de como podem gozar de Deus, e não
podem imaginar como pode o coração aderir-se a Deus, e chamá-lo por mil nomes
carinhosos, e derramar vosso coração em amor a Jesus.
Toda
taça de prazer mundano está vazia, seca, inútil.
Deixe-a
pois, solte-a.
Desprendam-se
do mundo e elejam um gozo mais puro, melhor e que permanece para sempre.
Em suma,
Jesus visava nossa própria felicidade. Desejava que nossa natureza estivesse em
plena comunhão com o Criador e livre.
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